4 de outubro de 2012

OIT alerta para desemprego de jovens nas maiores economias do mundo


As piores situações, classificadas como "críticas" pela OIT, estão na Espanha, Itália e África do Sul, com índices entre 35% e 52% de desocupação

O desemprego juvenil é considerado persistente em 17 países do G20, grupo das maiores economias do mundo, do qual o Brasil participa. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que divulgou quarta-feira (3) a informação, há mais de 17,7 milhões de jovens entre 15 e 25 anos sem emprego, nesses países, o que indica uma piora nas perspectivas para a juventude.

O Brasil está em uma faixa de desemprego entre jovens considerada moderada, entre 14% e 19%, ao lado da Argentina, do Canadá, da Rússia, da Turquia e dos Estados Unidos. Os dados foram apresentados originalmente pela OIT na reunião do Grupo de Trabalho sobre Emprego da organização, encerrado terça-feira (2), em Genebra, na Suíça, e está disponível em inglês.

As piores situações, classificadas como "críticas" pela OIT, estão na Espanha, Itália e África do Sul, com índices entre 35% e 52% de desocupação. A França, Indonésia e o Reino Unido também têm altas taxas de desemprego, entre 21% e 23%. Em situação menos desfavorável estão a Austrália, Coréia do Sul, Alemanha, o Japão e México, com índices entre 8% e 11%.

Como o G20 engloba tanto países desenvolvidos quanto em desenvolvimento, o relatório da OIT reconheceu que há diferentes causas e consequências do desemprego juvenil entre os integrantes, mas identificou pontos em comum, como o risco de desemprego estrutural, a persistência de baixos níveis de produtividade, os baixos salários relacionados à informalidade e o risco de escassez de mão de obra em determinados setores.

"Sejamos realistas: sabemos que as perspectivas no mercado laboral não são nada brilhantes. Sabemos que, quando os números do emprego em geral são negativos, a situação do emprego juvenil é ainda pior. Devemos encontrar novos enfoques", disse, em nota, o diretor-geral da OIT, Guy Ryder.

De acordo com a organização, o fortalecimento da economia global depende de políticas inter-relacionadas de trabalho e emprego, com orientação para a expansão de políticas de proteção social.

Fonte: Portugal Digital

3 de outubro de 2012

TVT mostra série de entrevistas sobre o mundo de hoje


A TVT transmite a partir desta quarta-feira (3), às 18h, pelo site www.tvt.org.br, entrevistas especiais com ativistas, militantes, políticos, acadêmicos e lideranças mundiais sobre temas que estão em destaque em todo o planeta. Entre eles, a crise econômica, direitos humanos, a Primavera Árabe e o conflito entre palestinos e Israel.
 
“É uma oportunidade para os brasileiros conhecerem melhor assuntos que estão modificando as vidas das das pessoas no mundo”, afirmou Valter Sanches, diretor de Comunicação do Sindicato. “A TVT será a única emissora do País a transmitir essas entrevistas”, destacou.
 
Serão 12 programas, com 30 minutos cada, sempre às quartas-feiras. Eles fazem parte da série O Mundo Amanhã, produzida e divulgada pela Agência Pública, que faz reportagens investigativas, e pelo site Wikileaks, famoso por divulgar informações secretas de vários governos no mundo.
 
“O Wikileaks revelou, por exemplo, telegramas trocados entre a diplomacia do Brasil e dos Estados Unidos na época do governo FHC, que mostravam as tentativas do governo norte-americano de impedir o avanço tecnológico brasileiro nas áreas de energia nuclear e espacial, contando com o apoio de do ex-presidente”, recorda Sanches.
 
Todas as entrevistas da série foram conduzidas pelo jornalista australiano Julian Assange, porta-voz do Wikileaks, perseguido em vários países por causa das denúncias do site.
 
Na entrevista que vai ao ar nesta quarta, Assange conversa com Sayyed Hassan Nasrallah, secretário-geral do Hezbollah, partido político libanês com muita influência nos conflitos entre palestinos e Israel.
 
Saiba mais nos sites:
 
Confira a programação completa
 
3/10:  Episódio 1 – Assange entrevista  Sayyed Hassan Nasrallah
10/10: Episódio 2 – Assange entrevista  Slavoj Zizek  e David Horowitz
17/10: Episódio 3 – Assange entrevista Moncef Marzouki
24/10:  Episódio 4 – Assange entrevista  Nabeel Raja  e Alaa Abd El-Fattah
31/10: Episódio 5 - Assange entrevista  Moazzam Begg  e Asim Quresh
7/11: Episódio 6 - Assange entrevista  Rafael Corrêa
14/11: Episódio 7 - Assange entrevista lideranças do movimento Occupy
21/11: Episódio 8 - Assange entrevista ciberativistas
28/11: Episódio 9 - Assange entrevista  ciberativistas - parte 2
5/12: Episódio 10 - Assange entrevista Imran Khan
12/12: Episódio 11 - Assange entrevista  Noam Chomsky e Tariq Ali
19/12: Episódio 12 - Assange entrevista Dato’ Seri Anwar bin Ibrahim
 
Fonte: Sindicato dos Metalúrgicos do ABC

2 de outubro de 2012

Desemprego de jovens é de 55% na Grécia

 
Mais da metade dos jovens gregos e espanhóis estão fora do mercado de trabalho. A constatação vem com a divulgação de novo balanço sobre desemprego da Eurostat, instituto oficial de estatísticas da União Europeia.
 
Na Espanha, a taxa de jovens (até 25 anos) em idade economicamente ativa sem emprego chegou em agosto a 52,9%, ante 47,2% no mesmo mês do ano passado.
 
O país ibérico foi ultrapassado pela Grécia, cujo índice saltou de 45,8% em agosto de 2011 para 55,4% em junho passado --o dado mais recente divulgado pelo país.
 
A Espanha, no entanto, retém a maior taxa de desemprego da zona do euro em geral, que atinge 25,1% da população, ante 24,4% da Grécia (em junho).
 
No total dos 17 países que compõem a eurozona, o índice de jovens sem trabalho chegou a 22,8% em agosto --entre os 27 países da União Europeia, a taxa é de 22,7%.
 
Estendido à população em geral, o número é de 11,4%, ou 18,2 milhões de pessoas desempregadas, um aumento de 1,2% em relação ao ano anterior Ðe 34 mil pessoas a mais do que em julho.
 
Pacote Grego
 
Em relação à Grécia, em particular, o prognóstico é de piora da situação. As autoridades do país divulgaram ontem uma previsão de 3,8% de contração do PIB para este ano --confirmando o sexto ano consecutivo de recessão econômica.
 
O anúncio também revelou um novo plano de austeridade que inclui mais cortes no Orçamento para 2013, de forma que a Grécia possa ser autorizada a receber mais uma parcela da ajuda externa de resgate econômico.
 
O Orçamento do ano que vem foi divulgado ao mesmo tempo em que o ministro das Finanças do país, Yannis Stournaras, recebia inspetores da "troica" (grupo de credores formado por FMI, Banco Central Europeu e Comissão Europeia).
 
A previsão é que o deficit público, incluindo o pagamento da dívida, diminua de 6,6% do PIB neste ano para 4,2%. O desemprego aumentaria 0,3 ponto percentual.
 
Ainda assim, a projeção da dívida pública para o ano que vem é de 179,3% do PIB.
 
O novo Orçamento define mais cortes em aposentadorias e benefícios sociais, como parte de um pacote para economizar € 11,5 bilhões nos próximos dois anos.
 
"Temos que segurar firme o leme para fazer a curva difícil", disse Stournaras, sobre as medidas. "É o único modo de a economia grega retornar ao ciclo de estabilidade fiscal e crescimento."
 
Ainda ontem, sindicatos reagiram ao anúncio, ameaçando mais greves para este mês Ðna última quarta, ao menos 25 mil gregos foram às ruas de Atenas protestar contra a "troica" e as medidas de austeridade.
 
O primeiro-ministro Antonis Samaras prometeu que esta seria a última rodada de cortes.
 
Ele também se encontrou com os representantes dos credores, para convencê-los a retirar as últimas objeções à entrega da nova parcela da ajuda internacional.
 
Fonte: Folha

Jovens estudam humanas, mercado pede exatas

As profissões das áreas exatas e técnicas estão com a demanda em alta no Brasil, segundo estudo baseado nos Censos de 2000 e 2010, realizado pelo economista Naercio Menezes Filho, do Centro de Políticas Públicas do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper)e Universidade de São Paulo (USP).
 
Por outro lado, o aumento da oferta de profissionais acima da demanda do mercado fez com que os salários caíssem entre 2000 e 2010 em profissões não ligadas à área técnica, como Administração, Comunicação e Jornalismo, e Marketing e Publicidade, com quedas de respectivamente 17,8%, 14,1% e 7,4%.
 
No topo da remuneração entre todas as formações universitárias em 2010, estavam profissões como Medicina, graduados em academias militares, Engenharia Civil e Odontologia, com salários mensais médios de respectivamente R$ 6.952, R$ 6.359, R$ 4.855 e R$ 4.854.
 
"Há mais demanda na área de exatas, mas a oferta está crescendo mais rápido na área de humanas", comenta Menezes.
 
O detalhadíssimo trabalho leva em conta um amplo conjunto de informações sobre os 10,6 milhões de brasileiros de 18 a 60 anos que detinham diploma universitário em 2010 (e os 5,4 milhões na mesma situação em 2000). O estudo foi feito por encomenda da BRAiN Brasil, uma associação de bancos, BM&F, Federação dos Bancos Brasileiros (Febraban) e outras entidades, que tem como objetivo transformar o Brasil num polo internacional de investimentos e negócios.
 
A pesquisa partiu de um aparente paradoxo. Apesar de se constatar no Brasil um apagão de mão de obra qualificada, o salário real médio de quem tem o ensino médio completo caiu de R$ 1.378 em 2000 para R$ 1.317 em 2010. Da mesma forma, os diplomados no curso superior viram seu rendimento médio cair de R$ 4.317 em 2000 para R$ 4.060 em 2010. Se o ganho de quem tem o ensino médio ou grau universitário caiu, é um sinal de que a demanda por qualificação recuou - o que aparentemente contradiz a o fenômeno do apagão de mão de obra.
 
O estudo detalhado de mais de 40 tipos de formação universitária, porém, explica a contradição. Na verdade, há algumas profissões de grau universitário extremamente demandadas, nas quais a oferta de mão obra cresceu insuficientemente de 2000 a 2010. "São as profissões que o país está pedindo", diz Menezes Filho.
 
Proporção. É o caso, por exemplo, da Engenharia Civil. Havia 141,8 mil engenheiros civis no Brasil em 2000, número que cresceu para apenas 146,7 mil em 2010. Dessa forma, a proporção de engenheiros civis no total da população com diploma universitário caiu de 2,76% para 1,45% no período. A alta da demanda fica claro na evolução salarial da categoria no período, com elevação de 20,6%. Em 2010, na média, um engenheiro civil ganhava 211% a mais do que os trabalhadores apenas com ensino médio completo. Em 2010, essa vantagem subiu para 266%.
 
Um fenômeno muito parecido ocorreu com a Medicina, que está no topo de rendimento, e também tem a menor taxa de desemprego entre as profissões (excetuando-se os militares), de apenas 0,62% em 2010. O número de médicos cresceu pouco no Brasil entre 2000 e 2010, saindo de 207 mil para 225 mil. Com isso, sua proporção no total da população diplomada caiu de 4,04% para 2,23%. Já o salário deu um salto de 18,13%.
 
Algumas profissões fora da área técnica, porém, tiveram aumento de oferta com queda de salário - isto significa que o sistema universitário produziu mais profissionais desse tipo do que o País estava demandando. Em Administração, por exemplo, houve um salto de 594 mil para 1,473 milhão. A profissão passou de 11,6% do total dos diplomados para 14,6% entre 2000 e 2010. A oferta tornou-se excessiva, como fica claro pelo recuo de 17,8% na remuneração.
 
Em hotelaria, alimentação e turismo, o contingente diplomado quase quintuplicou, fazendo com que a remuneração caísse 22,6%, para R$ 2.585, em 2010.
 
Impacto nos salários. Algumas profissões rentáveis também tiveram um salto tão forte na oferta de novos profissionais entre 2000 e 2010 que acabaram sofrendo impacto na remuneração. O número da atuários no País aumentou seis vezes em dez anos, de 2,1 mil para 12,5 mil. A profissão é bem remunerada, sendo a sexta no ranking, com ganho médio mensal de R$ 4.723 em 2010. Ainda assim, a remuneração média caiu 11,5% desde 2000.
 
Outras profissões sofreram queda tanto de oferta quanto de demanda (medida pelo salário), como Filosofia. Em 2000, havia 29,1 mil pessoas de 18 a 60 anos formadas em Filosofia, número que caiu para 24,9 mil em 2010. Mesmo com menos oferta, os salários caíram 14,6%, para R$ 2.390. Aliás, é a menor remuneração entre todas as profissões que exigem diploma universitário.
 
Outra característica da Filosofia é ser o grau universitário em que uma menor proporção das pessoas diplomadas trabalha na própria área de formação, com apenas 3,9% em 2010. Em contraste, 79,9% dos médicos trabalham com medicina.
 
"O problema é menos que há poucas pessoas com formação universitária no Brasil, e mais que essas formações estão muito mal distribuídas", diz André Sacconato, economista da BRAiN.
 
Ele nota que é mais barato abrir cursos universitários em áreas não técnicas "Dá para criar uma faculdade de Economia só com professores e livros, mas Medicina e Engenharia precisam de materiais, máquinas, equipamentos e tecnologia - estamos formando muitos administradores e poucos engenheiros".
 
Fonte: Estadão

Jovens do Brasil usam mais redes sociais do que adolescentes europeus

Pesquisa realizada pela CGI.br mostra que 70% dos jovens brasileiros com idade entre 9 e 16 anos possuem perfil em alguma rede social. Na Europa, número é de 57%

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgou na terça-feira (2/10) os resultados da primeira pesquisa TIC Kids Online Brasil, que visa levantar dados sobre as oportunidades online e o uso seguro da Internet na faixa etária de 9 a 16 anos.
 
O estudo aponta que 70% das crianças e adolescentes brasileiros possuem um perfil em alguma rede social, sendo 42% deles usuários de 9 a 10 anos e 83% na faixa etária entre 15 e 16 anos. “Chama atenção o fato do uso das redes sociais no Brasil superar o uso na Europa entre crianças nessa faixa etária, onde atinge 57%”, afirma o gerente do CETIC.br, Alexandre Barbosa.
 
Dentre os participantes ativos das redes sociais, 42% possuem perfis privados, configurado de forma que apenas os amigos consigam visualizá-lo. Outros 31% possuem perfil parcialmente privado, permitindo que amigos de contatos também possam visualizá-lo. Apenas 25% possuem perfis públicos, que podem ser visualizados por qualquer pessoa e 2% desconhecem essa configuração de privacidade.
 
“Internet com segurança”
 
Segundo o estudo, 71% dos pais e responsáveis acreditam que seus filhos utilizam a internet de modo seguro. “Embora os pais sejam importantes mediadores das crianças e adolescentes no uso da Internet, os resultados da pesquisa mostram que sua percepção dos riscos no uso da Internet é baixa”, diz Barbosa.
 
A pesquisa também mostra que 59% dos usuários sabem bloquear mensagens de uma pessoa e 44% declararam ser capaz de bloquear spam. Já em relação a questões mais complexas, 55% disseram saber encontrar informações sobre como usar a Internet com segurança e 41% saberiam comparar diferentes páginas na web, a fim de verificar se as informações são verdadeiras.
 
Outro indicador demonstra que 23% dos usuários de Internet de 11 a 16 anos já tiveram contato com alguém que não conhecia pessoalmente por meio da rede. Entre os que fizeram esse contato, cerca de um quarto declarou ter se encontrado pessoalmente com esse desconhecido.
 
Outro dado analisado pelo estudo é a percepção que os pais ou responsáveis possuem da utilização da Internet por seus filhos. Mais de um terço deles (37%) acredita não ser provável que seu filho passe por alguma situação de incômodo ou constrangimento na Internet nos próximos seis meses e 35% acham que os filhos são suficientemente capazes de lidar essas situações, caso ocorram.
 
Mesmo assim, 22% das crianças e adolescentes entrevistados declarou ter passado por alguma situação de incômodo ou chateação nos últimos 12 meses e praticamente metade (47%) disse que esse tipo de situação aconteceu na Internet.
 
Usos mais comuns
 
Além disso, o levantamento aponta que 47% dessas crianças e adolescentes utilizam a Internet todos os dias, ou quase todos os dias, de diversas maneiras. Destaque para o acesso da rede nas escolas (42%), no domicílio (40%), na lanhouse (35%) e pelo celular, que é citado por 18% dos entrevistados.
 
Dentre as atividades realizadas frequentemente na rede por essa faixa etária estariam em primeiro lugar a realização de trabalhos escolares (82%), seguido pelo acesso a plataformas sociais (68%).
 
Entre as outras atividades citadas estão: assistir vídeos no YouTube (66%), jogar online e usar mensagens instantâneas (54%). Atividades mais complexas ou interativas, como postar conteúdos, estão entre as menos citadas, sendo 40% “postar fotos, vídeos ou músicas”, e 24% “escrever mensagem em um site”. A proporção de usuários de Internet nessa faixa etária que escreveu em um blog no último mês é de apenas 10%.
 
Pesquisa
 
A pesquisa é resultado de um acordo entre o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br) e a London School of Economics (LSE) para trazer para o Brasil a metodologia utilizada na pesquisa europeia EU Kids Online e foi conduzida em 25 países da Europa em 2010.
 
O Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br) adaptou o modelo europeu da pesquisa à realidade brasileira, mantendo a comparabilidade com os resultados dos demais países. No total, foram realizadas 1.580 entrevistas com crianças e adolescentes e o mesmo número de pais. Os dados estão disponíveis em www.cetic.br.
 
Fonte: IDGnow

1 de outubro de 2012

Governo lança projeto de prevenção à violência contra a juventude negra

De acordo com o Ministério da Saúde, 53% dos homicídios registrados no país vitimam pessoas jovens. Destas, mais de 75% são negras

O governo federal lançou na quinta (27), em Maceió (AL), a primeira etapa de um programa piloto que visa enfrentar o crescente número de homicídios entre jovens negros de todo o país. Intitulado Juventude Viva, a iniciativa é a primeira etapa de uma ação mais ampla, o Plano de Prevenção à Violência Contra a Juventude Negra.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 53% dos homicídios registrados no país vitimam pessoas jovens. Destas, mais de 75% são negras. Além disso, enquanto as mortes de jovens brancos caíram de 9.248, em 2000, para 7.065, em 2010, a morte de jovens negros cresceu de 14.055 para 19.255 no mesmo período. 

Em Alagoas, o programa irá complementar iniciativas que já estão em curso, como o Programa Brasil Mais Seguro, do Ministério da Justiça. A escolha do estado também se justifica porque a capital, Maceió, ocupa o segundo lugar entre as cidades com o maior número de homicídios no país. Nesta primeira etapa, além de Maceió, o Juventudo Viva também será testado em outras três cidades alagoanas: Arapiraca, Marechal Deodoro e União dos Palmares. A meta do governo federal é, a partir da experiência inicial, estender a iniciativa para os 132 municípios mais violentos do país.

"O Juventude Viva representa um plano de enfrentamento à mortalidade da juventude negra. Vai começar como uma experiência em Alagoas, com os vários ministérios envolvidos desenvolvendo um conjunto de ações de inclusão e contra a cultura de violência", explicou a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, logo após participar, esta manhã, do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços. Também participou do programa o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Entre as iniciativas a serem desenvolvidas, a ministra mencionou a adoção, pelas escolas estaduais, de aulas em período integral; a criação de espaços culturais em territórios violentos e o estímulo ao empreendedorismo juvenil, principalmente quando associado à chamada economia solidária. Além disso, segundo a ministra, o programa também prevê ações de capacitação dos profissionais que atuam com os jovens, especialmente dos policiais.

"Será extremamente importante o trabalho que faremos com as forças policiais para que possamos ter um comportamento diferenciado dos policiais em relação aos jovens, especialmente em relação ao jovem negro que, por conta da discriminação racial, acaba sendo mais atingido por essa violência", explicou a ministra.

O Juventude Viva, segundo a ministra, irá beneficiar não apenas jovens negros entre 15 e 29 anos, mas toda a população das regiões contempladas com iniciativas como a construção de espaços culturais.

"Pretendemos atingir os jovens negros, que, nos últimos anos, são os que mais têm sofrido com esses altos índices de homicídios, mas, embora o diagnóstico que conduza o programa leve em conta a população negra, seu caráter é amplo. A instalação de uma praça de cultura em um bairro de maioria negra faz toda a diferença para toda a população", acrescentou a ministra.

"Embora tenhamos experimentado, nos últimos anos, uma melhoria dos indicadores sociais da população negra, temos ainda milhões de jovens negros que estão fora da escola e do mercado de trabalho, sendo uma população vulnerável às possibilidades de se envolver em situações violentas e que tem a vida pouco valorizada, já que não está inserida em nenhum tipo de rede social mais forte."

Coordenado pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da República, o programa contará com a colaboração dos ministérios da Cultura, Educação, Saúde, Trabalho e Esportes.
 
Fonte: Agência Brasil

21 de agosto de 2012

1º Encontro de Hip Hop da Juventude Metalúrgica do ABC

Veja aqui como foi o evento que reuniu a juventude metalúrgica na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC no domingo (19).

Contracs realizou Encontro Nacional da Juventude

Evento reuniu jovens para debater estratégia e organização

Nos dias 16 e 17 de agosto, a Contracs – Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT realizou o Encontro Nacional da Juventude, em Brasília. Ao todo, 42 jovens do ramo debateram sobre diversos temas que envolvem a organização e as estratégias da juventude trabalhadora.

Entre os participantes estavam entidades filiadas à Contracs da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. 

Debates

A primeira mesa abordou o Estatuto da Juventude com o representante da Secretaria Nacional de Juventude do Governo Federal, Bruno Elias, que abordou os avanços e esforços da secretaria para melhorar o texto do Projeto de Lei 4529/2004 – Estatuto da Juventude, que estabelece direitos para a juventude brasileira. Elias ainda destacou a interlocução governamental junto os movimentos juvenis.

Já o secretário de juventude da CUT-DF, Douglas de Almeida Cunha - que também participou da primeira mesa – destacou os avanços do estatuto e a necessidade do envolvimento do movimento sindical para sua aprovação. Desta forma, Cunha orientou que todos os participantes dialoguem com os deputados federais de seus estados na busca da aprovação do Estatuto da Juventude.

A mesa de Empregabilidade e Desemprego Juvenil contou com a participação de Roberto González, coordenador de Trabalho, Renda e Educação da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (IPEA), que apresentou os dados do desemprego na juventude.

González explicou que para a juventude, os postos de trabalho são, em sua maioria, precários, com baixos salários, extensas jornadas e, por isso, tem uma grande rotatividade.

Já na mesa de Raça e Juventude, Júlia Reis, Secretária Nacional de Combate ao Racismo da CUT iniciou sua fala afirmando que o comércio ainda esconde atrás dos anúncios de “boa aparência” a discriminação racial e a exclusão dos negros/as . Júlia, ainda destacou o fato de que os trabalhadores negros ainda ganham salários menores do que os trabalhadores não negros.

O debate sobre Estratégias Sindicais para a Juventude contou com o Secretário Estadual de Juventude no Distrito Federal, Douglas de Almeida Cunha. Para ele, o debate desta temática deve ser permanente nas entidades sindicais, onde deve se incluir as estratégias necessárias para a inclusão dos jovens. Cunha destacou que os jovens trabalhadores devem ocupar cargos importantes nas entidades sindicais para que as políticas diferenciadas para os jovens possam ser pensadas.

Cunha explicou que a abordagem com os jovens tem que ser diferenciada, pois o modelo atual não atinge os jovens. Para o secretário, as redes sociais são uma ferramenta a mais de luta, mas ressalta que elas não solucionam o distanciamento.

O Encontro também debateu a Formação da CUT para a Juventude, com a participação do companheiro Adriano Soares, assessor da Secretaria Nacional de Formação da CUT,  explicando que a demanda da juventude foi organizada em três eixos sendo: Organização, Comunicação e Formação. Na formação, a juventude incluída como prioridade, está inserida na política de Formação de formadores, nos módulos do ORSB (Organização e representação Sindical de Base), nos cursos DPPAR (Desenvolvimento, Políticas Públicas e Ação sindical) e ainda nos cursos sobre negociação e contratação coletiva. 

No debate sobre as Redes Sociais, Alex Capuano, assessor da Secretaria Nacional de Comunicação da CUT, apresentou dados importantes sobre os detentores da mídia no Brasil, e a importância do movimento sindical se utilizar das redes sociais para as mobilizações. Coloca que devemos se utilizar das Tecnologias da Informação para se conquistar “mentes e corações”. Citou vários exemplos possíveis, como games ativistas, o uso do Youtube para transmitir ao vivo atividades, Rádios Web e em especial criar redes sociais próprias.
Conclusão

Por fim, os participantes se reuniram para elaborar estratégias e ações para a Secretaria da Juventude da CONTRACS/CUT, no qual levantaram a necessidade da realização de mais encontros do ramo e ainda a potencializar a comunicação da secretaria.

Fonte: Contracs

Secretário da Juventude da CUT/MG é eleito para Secretaria Geral do Conselho Municipal de Saúde em BH

Ederson Alves da Silva reafirma a bandeira da Central de defesa do SUS de qualidade para toda a população

O secretário da Juventude da CUT/MG, Ederson Alves da Silva, foi eleito para ocupar a Secretaria-Geral do Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte. Ele foi escolhido pelos conselheiros usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital mineira.

De acordo com Ederson Alves, a eleição demonstra a confiança dos usuários do SUS de BH e é fruto do trabalho da CUT/MG dentro do conselho. A Central tem como uma de suas bandeiras a defesa de um Sistema Único de Saúde de qualidade para toda a população.

Fonte: CUT-MG

13 de agosto de 2012

Por políticas públicas, jovens ocupam às ruas de São Paulo no Dia Internacional da Juventude

Ato da CUT-SP e dos movimentos sociais levantou bandeiras de luta como trabalho decente e acesso à educação 

O secretário de Juventude da CNM/CUT, Leandro Soares, participou do ato


A juventude da CUT-SP e dos movimentos sociais percorreram as ruas do centro paulistano na tarde desta sexta-feira (10) ao som da percussão do grupo Batukai, levantando bandeiras e reivindicando principalmente trabalho decente e acesso à educação no estado de São Paulo, entre outros direitos dos trabalhadores e trabalhadoras jovens.

O Dia Internacional da Juventude é oficialmente no dia 12 de agosto, mas na avaliação dos vários dirigentes sindicais e representantes dos movimentos juvenis não há o que comemorar no estado de São Paulo diante do sucateamento da educação, do transporte público e das políticas públicas.

 “A grande prioridade para a juventude é um trabalho decente, que atenda às necessidades dos jovens para que ele se sinta sujeito de direitos, que faça parte da sociedade, e possa se autossustentar. O trabalho tem que permitir que o jovem continue seus estudos porque não é possível abrir mão da educação”, afirmou Luciana Chagas, secretária de Juventude da CUT-SP.

Os participantes ressaltaram que os/as jovens estão entre as principais vítimas do emprego precário, muitas vezes sem direitos trabalhistas e enfrentando longas jornadas, como é o caso dos empregados na rede de fast food McDonald’s.

A dificuldade de acesso à educação pública de qualidade é outro grave problema que afeta a juventude, sem contar o desafio de conciliar trabalho, estudos e vida familiar. A ausência de políticas públicas para os/as jovens no governo estadual é unânime entre as lideranças, além do alerta para o aumento da criminalidade juvenil.

Para a secretária de Juventude da CUT-SP, “o governo não tem feito sua parte, não tem interesse e não vê a juventude como o futuro, haja vista o número de jovens que estão entrando na criminalidade. Estes jovens nada mais são do que vítimas do sistema no qual vivemos”, afirmou. “Não basta só a polícia chegar, abordar da forma agressiva como vem fazendo e violentando essa juventude. É preciso que o governo estadual tenha o olhar de um projeto social, de políticas públicas para que estes jovens sejam resgatados do mundo do crime”, critica a dirigente.

Preconceito x identidade juvenil– O preconceito da sociedade é outra questão que afeta os/as jovens – o preconceito racial, sexual e da própria identidade visual da juventude.

Paloma dos Santos, do Sindilimpeza e coordenadora de Juventude da CUT na Subsede Baixada Santista, destaca que os jovens trabalhadores e trabalhadores precisam ser mais respeitados e que merecem mais oportunidades de emprego. “O jovem está preparado, mas não tem oportunidade de trabalho, principalmente os negros, os homossexuais e os jovens deficientes físicos. O jovem quer emprego e não pensa só em drogas, em baladas, em violência. Os jovens são trabalhadores, eles fazem política, estudam e só querem oportunidade de trabalhar”, aponta a dirigente cutista.

Segundo Vitor Hugo Gomes, da União Paulista dos Estudantes Secundaristas, “estudar e trabalhar já é um grande problema aqui no estado de São Paulo porque as famílias não tem renda suficiente para se sustentar e isso obriga a começar a trabalhar cada vez mais cedo. Eu uso brinco alargador e há preconceito contra isso, o que prejudica muito o jovem que quer trabalhar”, relata o estudante.

Juventude é responsável pela renovação da sociedade

Durante o ato do Dia Internacional da Juventude, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, deixou claro que a Central tem prioridade na renovação do movimento sindical cutista. Ele afirmou que é preciso facilitar a entrada do jovem militante nas estruturas sindicais “para arejar os debates, trazer formulações diferentes das que existem porque o papel da juventude é trazer novidade e renovação”

Sobre o papel na sociedade, Freitas avalia que o Brasil não tem condição e nem espaço para o desenvolvimento da juventude. “Não há espaço para as questões da educação, da cultura, do lazer, do esporte. Não há espaços onde a juventude possa exercer sua criatividade e transformar isso em organização social”.

Freitas também chamou atenção para os perigos do conservadorismo. Ele afirmou que “o estado brasileiro está envelhecido hoje, está ‘careta’. A sociedade está muito preconceituosa e tomando traços muito conservadores. Cada vez que se debate temas que não são os tradicionais, em geral, o que acontece é um repúdio muito grande pela sociedade”

Outra preocupação apontada pelo dirigente é o afastamento da política. Segundo o presidente da CUT, “é vendida para a juventude a ideia de que a atuação individual resolve os problemas. A não participação em partidos políticos, em sindicatos, é um problema muito grande para nós porque não conseguimos ver renovação nestas estruturas. Os partidos e sindicatos são estruturas coletivas,  não são individuais, e têm que ter a participação da juventude”, ressaltou Freitas.

Fonte: CUT-SP