13 de maio de 2013

Estudantes podem se increver no Enem a partir desta segunda-feira

Interessados terão até as 23h59 do dia 27 de maio para se increver. Cadidatos de escolas públicas ou de baixa renda estão isentos da taxa
 
 
As inscrições para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2013 começam nesta segunda-feira (13), às 10h, exclusivamente pela internet. Os interessados em ingressar nas instituições públicas de ensino superior terão até as 23h59 do dia 27 deste mês para se inscrever e as provas estão previstas para os dias 26 e 27 de outubro. Acesse o site aqui: http://www.enem.inep.gov.br.
 
Os candidatos não isentos devem pagar a taxa de R$ 35 até o dia 29 de maio. Estão livres do pagamento os estudantes matriculados em escolas da rede pública, declaradas no Censo Escolar da Educação Básica, que estejam concluindo o ensino médio neste ano, bem como o candidato que tenha renda familiar equivalente a um salário mínimo e meio ou menos para cada membro da família.
 
O edital do exame deste ano, divulgado na quinta-feira 29, sofreu mudanças e a correção das provas, principalmente da redação, promete ser mais rígida, uma vez que o método anterior sofreu críticas por conceder pontuação alta a estudantes que desenvolveram textos com erros gramaticais e até mesmo com piadas inseridas no decorrer da dissertação.
 
O exame tem como objetivo avaliar o desempenho escolar dos estudantes após a conclusão do ensino médio e é aplicado em todos os estados da federação e no Distrito Federal. Uma boa pontuação possibilita que o aluno participe do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e pleiteie uma vaga em instituições públicas de ensino superior.
 
Além disso, a participação no Enem permite a inscrição do estudante nos programas Universidade para Todos (ProUni) e Ciência sem Fronteiras. O aluno pode ainda requerer o financiamento da faculdade por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
 
Fonte: G1

8 de maio de 2013

Desemprego atinge 73,4 milhões de jovens no mundo, diz estudo da OIT

Segundo pesquisa, 12,6% dos jovens estão sem trabalho. Crise é maior na Europa; no Brasil, desemprego nesta faixa vem caindo.

Cerca de 73,4 milhões de jovens entre 15 e 24 anos estão desempregados no mundo, diz estudo divulgado nesta quarta-feira (8) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). O número representa 12,6% da população desta faixa etária. De acordo com o estudo, o desemprego entre jovens aumenta a cada ano. O número para 2013 é 3,5 milhões maior em relação a 2007, quando 11,7% dos jovens estavam desempregados), e está perto dos níveis alcançados no pior momento da crise econômica, em 2009. No Brasil, no entanto, o índice de jovens desempregados vem diminuindo.
 
Segundo o relatório da OIT, chamado "Tendência mundiais do emprego juvenil 2013 – Uma geração em perigo", o mundo tem hoje, entre jovens e adultos, 201,5 milhões de desempregados, sendo os 73,4 milhões de jovens e mais 128 milhões de adultos, o que representa 4,6% do total da população adulta economicamente ativa.

As maiores taxas foram registradas no Oriente Médio (28,3%) e no norte da África (23,7%), e as menores foram na na Ásia Oriental (9,5 %) e Ásia Meridional (9,3%). Na América Latina e Caribe, este índice é de 13,2% dos jovens.

"Estes números evidenciam a necessidade de enfocarmos em políticas que promovam o crescimento, a melhoria da educação e os sistemas de qualificação, além do emprego juvenil", declarou José Manuel Salazar-Xirinachs, Subdiretor Geral de Políticas da OIT.
 
Desemprego cai no Brasil
 
Embora o estudo mostre um aumento do desemprego entre jovens no mundo, especialmente em países de economia avançada, o Brasil apresenta resultados positivos, segundo a OIT. Nos últimos anos, o índice de jovens brasileiros desempregados foi caindo a cada ano, passando de 22,6% em 2002 para 13,7% em 2012.

O desempenho do Brasil contrasta com o de países da Europa. No Reino Unido, o desemprego que era de 11,9% em 2002, passou para 21,3% dos jovens em 2012. Na França, o índice saltou de 18,3% em 2002 para 22,9% em 2012. Os maiores índices de desemprego entre jovens na Europa estão na Itália (34,4%), Portugal (38,7%), Espanha (52,2%) e Grécia (54,2%).

Nos Estados Unidos, o desemprego atinge 16,3% dos jovens. No Canadá, 14,4%. No Japão e na Alemanha, 8,2%. No México, 9,7%. No Chile, 15,8%.

Trabalho temporário
 
Aqueles que encontram trabalho estão obrigados a ser menos exigente quanto ao tipo de emprego que exercem, incluindo trabalho em tempo parcial ou temporário, já que necessitam desesperadamente de renda. "Os empregos seguros são menos acessíveis para os jovens de hoje, que têm como única opção o trabalho temporário ou de meio período", diz Salazar-Xirinachs.
 
O estudo da OIT mostra ainda que aumentou no mundo o número de jovens que estão desempregados há mais de seis meses. "As consequências a longo prazo disso é a perda da experiência de trabalho e o enfraquecimento de sua capacidade de profissional", diz o consultor. "Para um jovem, ficar sem emprego nos primeiros anos de carreira, pode ter consequências em seu salário e enfraquecer suas perspectivas de renda, ainda décadas mais tarde".
 
Fonte: G1

18 de abril de 2013

Comissão de Juventude Metalúrgica do ABC quer ampliar ações

Representantes da juventude metalúrgica reunidos em Cajamar
Lutar por melhores cargos e salários, trazer mais jovens para as discussões e realizar encontros regionais de juventude. Essas foram algumas das metas traçadas pela Comissão da Juventude Metalúrgica do ABC, durante encontro em Cajamar, no último final de semana.

Trabalhadores em fábricas de São Bernardo, Diadema e Ribeirão Pires, participaram dos dois dias de encontro.

“Saímos com tarefas importantes e metas importantes e metas ousadas para os próximos meses”, afirmou Rebeca Azevedo, integrante da Comissão e que faz parte do CSE na Mercedes-Benz. 

“O maior objetivo é aumentar o tamanho da comissão e mostrar ao jovem metalúrgico que ele é muito importante nesse momento da categoria, principalmente onde se discute o futuro e o novo regime automotivo, o Inovar Auto”, completou Rebeca.

Juventude na Mercedes

Rebeca assumirá nos próximos dias a comissão de juventude na Mercedes, que será reativada junto com as comissões de pessoas com deficiência e de mulheres.

“É importante mobilizar a juventude na fábrica, principalmente pelo momento atual, onde os todos os trabalhadores debatem o futuro da montadora e a possibilidade de novos investimentos, e o jovem tem muito interesse nesse assunto”, disse Rebeca.

“Mas ainda somos muito poucos e temos espaço para ocupar e crescer, e esse é o momento”, finalizou.

17 de abril de 2013

Estatuto da Juventude é aprovado pelos senadores

Proposta permite garantias nas áreas de saúde, educação, trabalho, lazer, mobilidade e acesso à Justiça para mais de 70 milhões

O Estatuto da juventude foi aprovado nesta terça-feira (16/04) no Senado e vai garantir uma série de garantias nas áreas de saúde, educação, trabalho, lazer, mobilidade e acesso à Justiça para mais de 70 milhões de brasileiros. Um dos pontos de consenso prevê a ampliação da oferta de bolsa de estudo em instituições privadas e financiamento estudantil. O projeto agora vai para a Câmara. Se aprovado pelos deputados, os benefícios previstos no documento ainda precisam ser regulamentados.

O texto tramita há quase dez anos no Congresso Nacional. A primeira proposta foi aprovada na Câmara dos Deputados em outubro de 2011 e pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, há dois meses.

Segmento estratégico - De acordo com Angela Cristina Santos Guimarães, presidenta do Conselho Nacional de Juventude, a aprovação do texto marca um momento histórico para os jovens do País. “Vivemos décadas em que os jovens eram sequer levado em consideração pelo Estado brasileiro e a juventude é um segmento estratégico para o desenvolvimento do país. Tem direitos concretos garantidos aí”, disse. 

“O fundamental do Estatuto da Juventude é que ele é uma declaração de direitos para a juventude brasileira e não pode ser aceita a restrição a esses direitos. Quero confiar que com a regulamentação não seja cedido 1 milímetro sequer”, disse o senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), um dos relatores do projeto de lei complementar.

As novas regras também permitirão aos jovens que comprovarem renda familiar até dois salários mínimos direito a duas vagas gratuitas em ônibus interestaduais e mais dois lugares com desconto de 50%. “Obviamente que é um direito que estamos assegurando e o sistema de transporte vai se ajustar para garantir esse direito”, disse Randolfe. 

Jovens e idosos - Para o senador Paulo Paim (PT-RS), que também foi relator da proposta, não será difícil garantir o cumprimento da regra. “A mesma redação eu coloquei no Estatuto do Idoso. Não deu problema, e a própria empresa assimilou [os custos]. E essa moçada vai fiscalizar e denunciar. [Quem não cumprir], vai pagar multas que são 100 vezes o valor das duas passagens”, declarou Paim. 

Quarenta por cento dos ingressos para espetáculos culturais e esportivos do País serão obrigatoriamente reservados para estudantes e jovens pobres. O benefício foi assegurado nesta terça-feira (16/04) pelos senadores que aprovaram o Estatuto da Juventude. Eles conseguiram contornar as divergências que atrasavam a apreciação do texto que reúne um conjunto de direitos às pessoas entre 15 e 29 anos que vivem no País. O direito à meia-entrada, com uma reserva clara de lugares, era um dos pontos mais polêmicos da proposta.

Os ingressos para eventos como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, que têm leis específicas, não estão enquadrados nas regras do estatuto e vão depender da decisão dos órgãos responsáveis como a Federação Internacional de Futebol (Fifa). Esse foi um dos maiores impasses suplantados pelos senadores nas negociações para a aprovação da proposta e das emendas apresentadas.

Fonte: Agência Brasil

16 de abril de 2013

Por um Estatuto para toda Juventude brasileira

Confira o artigo escrito por Alfredo Santos Junior (Secretário Nacional de Juventude da CUT)
 
A Juventude brasileira é majoritariamente trabalhadora, está em luta por seus direitos e sua atuação política é determinante para avançarmos em reformas estruturais de nosso país. Esta é a certeza que nos orienta e que ratificamos nas atividades da Jornada de Lutas da Juventude Brasileira, recebida em audiência pela Presidenta Dilma e que reuniu mais de quarenta entidades nacionais de juventude em cerca de vinte capitais brasileiras. E é, também, o que nos permite afirmar que as política públicas de juventude, para serem vitoriosas, devem ser construídas a partir desta premissa.
 
Os dados sobre a juventude brasileira evidenciam que sua absoluta maioria, 73%, está presente no mercado de trabalho (seja empregada ou procurando emprego). Destes, apenas 18% conseguem conciliar o emprego com os estudos (muitas vezes precariamente). A parcela daqueles jovens que não trabalham, apenas estudam, é ainda menor, 14%. Semelhante a dos jovens que não trabalham e não estudam, 13%. O que significa dizer que é a presença no mercado de trabalho, seja ela formalizada ou não, que caracteriza a principal atividade exercida pelos jovens brasileiros, muito mais do que a frequência aos estudos.
 
Parte destes jovens que não estão estudando, são aqueles que já concluíram o ensino médio, técnico e mesmo universitário. Mas, a parcela mais significativa é daqueles jovens de baixa renda que não conseguiram concluir seu ciclo educacional seja por não conseguirem conciliar com o emprego, pela falta de escolas no campo, por falta de creches para deixar os filhos, ou por uma série de outras dificuldades estruturais. Compreender esta atual realidade da juventude é fundamental, especialmente no processo de ampliação de seus direitos e institucionalização das políticas públicas.
 
Este processo vem ganhando cada vez mais força tendo uma importante vitória em 2010 com a aprovação da PEC da Juventude (Emenda Constitucional nº65). Passo decisivo para que os jovens passassem a integrar a agenda das políticas públicas no Brasil, e que inseriu o termo “juventude” no capitulo dos direitos e garantias fundamentais da Constituição Federal, assegurando ao segmento direitos já garantidos às crianças, adolescentes, idosos, indígenas e mulheres.
 
Dando consequência a este processo, construiu-se o projeto de Lei do Estatuto da Juventude. A Central Única dos Trabalhadores posicionou-se desde o início afirmando que os direitos ali garantidos devem ser para toda juventude. Ou seja, para toda população brasileira com idade entre 15 e 29 anos, independentemente de sua condição acadêmica ou no mercado de trabalho.
 
A CUT defende que os direitos da juventude devem alcançar o máximo possível de jovens e, sobretudo, aqueles que mais sofrem com a condição juvenil: os jovens negros/as, as jovens mulheres confinadas ao trabalho doméstico e vítimas da violência sexista, os jovens gays, lésbicas e transexuais alvos da homofobia, os jovens cotidianamente explorados no mercado de trabalho urbano e rural, os jovens indígenas, ribeirinhos, quilombolas. Isso significa dizer que a CUT é contra restringir os direitos previstos no Estatuto apenas para aqueles jovens que estão comprovadamente na condição de estudante. O direito fundamental que a juventude tem de estudar, não pode ser vinculante para a garantia de demais direitos.
 
Após nove anos de constantes debates sobre o Estatuto, as entidades que participam do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) construíram neste ano de 2013, uma proposta consensual para apresentar à sociedade e ao legislativo brasileiro. A CUT teve participação ativa no debate, no diálogo e na formulação desta proposta, junto às demais entidades. Sua aprovação é eixo norteador das ações do Conjuve, uma das demandas consensuais da 2ª Conferência Nacional de Juventude e, para a juventude CUTista, é prioridade urgente.
 
A proposta de Estatuto da Juventude que reivindicamos é aquela consensuada pelas quarenta entidades da sociedade civil que compõe o Conjuve (entre elas CUT, UNE, UBES, Contag, CNTE, OAB, PJ, ABGLT) e que garante, dentre outras conquistas, a universalização da educação básica gratuita e de qualidade, o acesso ao ensino superior e à educação profissional e tecnológica; a proteção contra todos os tipos de discriminação; à participação no processo de produção e acesso a bens culturais e às tecnologias de informação e comunicação e o acesso a equipamentos públicos para práticas esportivas, e o acesso a cultura e ao lazer através da meia entrada para estudantes e jovens cuja renda familiar per capita mensal seja de até 2 salários mínimos.
 
Há setores que, mesmo após a construção do consenso, referenciados por parte dos produtores culturais, e grandes emissoras de televisão, propõe agora restringir os direitos do Estatuto, inserindo cotas máximas de 40% para as meia-entradas, sem qualquer mecanismo de controle social destas cotas. Não aceitamos retrocessos e rechaçamos posturas daqueles que querem cotizar os direitos da juventude e, assim, nos dividir.
 
Exigimos nossos direitos por inteiro. Queremos a meia entrada cultural, sem cotas, para jovens estudantes, e para a juventude de baixa renda.
 
Estamos em luta pela aprovação do Estatuto da Juventude, cientes de nossa responsabilidade histórica em sermos a geração que vai aprovar um estatuto que consolida e amplia direitos para toda juventude brasileira.
 
Somos Fortes, Somos CUT!

3 de abril de 2013

Estatuto da Juventude vai com urgência para o plenário

Substitutivo do senador Paulo Paim é aprovado por unanimidade na Comissão de Assuntos Sociais

O projeto de lei segue nesta tarde diretamente para exame do Plenário do Senado.
A Comissão de Assuntos Sociais (CAS) aprovou, nesta quarta-feira (03), o Substitutivo de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), ao Projeto de Lei da Câmara (PLC 98/2011), conhecido como Estatuto da Juventude.
 
Devido a um acordo fechado entre os presidentes das Comissões de Assuntos Sociais, Educação, Direitos Humanos e Meio Ambiente, Fiscalização e Controle; Waldemir Moka (PMDB-MS), Ciro Miranda (PSDB-GO), Ana Rita(PT-ES) e Blairo Maggi (PR-MT), respectivamente, a matéria segue direto para análise em plenário.
 
“Eu me arrisco a dizer que a Juventude de todos os partidos políticos desejam a aprovação desse Estatuto. Todos os partidos enviaram moção de apoio para esta matéria”, disse Paim, durante a apresentação do texto substitutivo.
 
De acordo com um breve resumo lido pelo senador Paim durante a discussão da matéria, o Estatuto da Juventude trata dos direitos da juventude em várias dimensões, como: cidadania, participação social, política, representação social e política, profissionalização, direito ao trabalho e renda, saúde integral, cultura, liberdade de expressão, meio ambiente ecologicamente equilibrado. Também se refere à instrução de Rede Nacional de Juventude, com intuito de fortalecer os Conselhos da Juventude. O Estatuto é para o jovem carente, ou não; estudante, ou não.
 
Alterações na redação do Estatuto
 
O texto do Estatuto da Juventude sofreu algumas alterações durante o processo de discussão com a sociedade, representantes da Juventude de diversos partidos e o Governo Federal. Dentre as mudanças destacas pelo senador Paulo Paim, estão:
 
Idade – De acordo com a proposta aprovada anteriormente pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o Estatuto previa a divisão de jovens em três subcategorias (jovem-adolescente, jovem-jovem e jovem-adulto), divisões essas que se estendiam de 15 aos 29 anos. O novo texto aprovado pela CAS prevê a delimitação de jovem até os 18 anos, assim como prevê o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
 
Meia-entrada – Com relação ao direito a meia-entrada, os jovens vão poder usufruir dessa modalidade em todo tipo de evento cultural e/ou esportivo. Esse tipo de benefício não valerá apenas para as competições que já possuem legislação específica, como o caso da Copa das Confederações 2013 e Copa do Mundo 2014, que são regidos pela Lei Geral da Copa.
 
Meios de comunicação – A redação anterior previa a obrigação de que emissoras de rádio e TV veiculassem cinco horas diárias de programação voltada para os jovens. O novo texto prevê que o Poder Público promova programação cultural voltada para jovens.

Autor de quatro emendas ao Substitutivo, o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PT-PI) parabenizou o trabalho do senador Paim à frente da relatoria da matéria e disse ter “orgulho” de ter ajudado no acordo que permitiu a aprovação do texto.
 
“Agradeço a esta Comissão pela possibilidade de chegar a esse entendimento e parabenizar o senador Paulo Paim, que esteve dialogando todo esse tempo com diversos setores para chegar a um entendimento que deu como fruto esse relatório. É um prazer aprovar essa matéria e reconhecer que esse é um projeto que tem uma forte participação da sociedade civil, de diversos segmentos, inclusive, cito aqui a Juventude do PT, que participou ativamente da construção dessa matéria, juntamente com a participação da juventude de diversos outros partidos”, destacou Wellington.
 
A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) também destacou a construção do consenso obtido e que proporcionou a aprovação da matéria e apontou que o Estatuto da Juventude será mais um forte instrumento para uma importante parcela da sociedade.
 
“Eu considero esse momento muito importante. Esses estatutos (idoso, juventude, pessoa com deficiência) têm sido instrumentos importantes de inserção dessas parcelas no processo social brasileiro. Um país que cuida da sua juventude tem um futuro brilhante”, avaliou.
 
O Estatuto
 
O Estatuto da Juventude destina-se a regulamentar o artigo 227, parágrafo 8º, da Constituição Federal que determina que a lei estabeleça o estatuto, com o intuito de regular os direitos dos jovens. O Projeto de Lei 4.529/2004, na Câmara dos Deputados, foi aprovado com 46 artigos, divididos em dois grandes títulos: a) Dos Direitos e das Políticas Públicas de Juventude; e b) Da Rede e do Sistema Nacionais de Juventude. A matéria chegou ao Senado no final de 2011 e passou por análise na Comissão de Constituição e Justiça, antes da aprovação pela CAS. Aprovado pelo plenário, o texto, por ter sofrido alterações, retorna para análise da Câmara dos Deputados antes de seguir para sanção presidencial.
 
Conheça a íntegra do Substitutivo ao Projeto de Lei da Câmara (PLC 98/2011), Estatuto da Juventude.
 
Fonte: PT no Senado

18 de março de 2013

Em audiência pública, CUT e movimentos cobram aprovação do Estatuto da Juventude


Projeto deve ser votado no final de março na Comissão de Assuntos Sociais do Senado. Jornada Nacional de Lutas ampliará pressão sobre o Congresso e parlamentares

Na última terça-feira (12), por requerimento do senador Paulo Paim (PT-RS), a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) do Senado realizou uma audiência pública para debater o projeto (PLC 98/2011) sobre o Estatuto da Juventude.

O projeto, com normas e diretrizes para uma política específica aos jovens brasileiros, foi amplamente discutido entre as entidades que compõem o Conselho Nacional de Juventude (Conjuve), construindo um consenso no relatório que o senador Paulo Paim deverá apresentar à Comissão de Assuntos Sociais.

Veja a notícia completa no site da CUT.

8 de março de 2013

'A mulher é capaz de fazer o que quiser', diz mecânica na Paraíba

Darling dos Santos relata que precisou superar desconfiança por ser mulher. Jovem de 24 anos trabalha como mecânica industrial em Santa Rita


Darling é a única mulher no setor de mecânica da Cosibra na Paraíba (Foto: André Resende/G1)
“O preconceito só pode ser quebrado quando mais mulheres perceberem que são capazes de fazer o que quiserem, independente do que for”. Darling dos Santos Silva é a prova deste ensinamento que ela faz questão de pregar. A paraibana de 24 anos trabalha há 4 anos como mecânica industrial na Cosibra, empresa de produção de sisal situada em Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. A mecânica trabalha em um setor predominantemente masculino e ocupa a função de soldadora, fato inédito no setor industrial da Paraíba.

Darling dos Santos explica que precisou superar o preconceito, a desconfiança e as próprias limitações para conseguir alcançar o objetivo que ela mesma traçou para si. “Não diria que fui vítima de discriminação. Fui bem recebida pelos meus colegas de trabalho, mas é óbvio que você nota uma certa desconfiança. Precisei me impor, como profissional, com respeito e dedicação tive tempo para mostrar meu trabalho”, comentou.
 
Casos como o Darling dos Santos são uma pequena amostra do aumento do número de mulheres no mercado de trabalho de todo o Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estátistica (IBGE). Conforme dados do Censo 2010 divulgados em dezembro de 2012, o número de mulheres ocupadas cresceu cerca de 24% em 10 anos.
 
Ainda conforme os dados do IBGE, as mulheres também têm o maior percentual com nível superior entre a população ocupada, cerca de 19,2%, em comparação com os homens, que é de 11,5%. Mesmo assim, o percentual de mulheres no mercado de trabalho brasileiro ainda é menor que o masculino. De acordo com o último Censo, cerca de 63% da população ocupada no país ainda é de homens.
 
Superando preconceitos e temores
 
Antes de vencer qualquer preconceito que eventualmente existisse entre os colegas, Darling dos Santos relata que precisou primeiro superar o temor da própria mãe. Segundo ela, a mãe temia que pudesse existir algum tipo de assédio por conta do ambiente predominantemente masculino.

“Minha mãe tinha receio, achava que eu fosse sofrer com o preconceito, que fosse passar por algum tipo de situação complicada ou constrangedora. Mas só tenho a elogiar meus colegas, sempre tive a ajuda de todos quando precisei e nunca passei por nenhuma situação mais constrangedora. Tive que aprender, por recomendação da empresa e por alertas da minha mãe, a me impor como uma profissional e como mulher”, relata.

De acordo com Roberta Viana, coordenadora do setor de Recursos Humanos da Cosibra, empresa que emprega Darling, foi preciso uma reunião com os colegas de trabalho antes de contratar a primeira mulher para o setor de mecânica. “Tivemos que orientar os funcionários sobre a presença de Darling. Ela sempre se mostrou uma profissional dedicada e qualificada, era do nosso interesse fazer com que Darling fosse efetivada, mas para evitar qualquer problema, tivemos que ter um cuidado redobrado na admissão”, contou Roberta Viana.
 
Paixão pela mecânica
 
Segundo Darling, a princípio não havia nenhum interesse em superar preconceitos. Ela conta que estava cansada de trabalhar com vendas e tinha interesse em fazer um curso profissionalizante. Então decidiu procurar o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), e por uma influência indireta da família, tendo em vista a ocupação de mecânico automotivo do pai e do irmão, escolheu o curso de mecânica industrial.
 
“Eu já conhecia a mecânica por conta do meu pai. Então escolhi mecânica industrial, porque já tinha certa intimidade, vendo meu pai trabalhar. Nem levei em consideração que esta sempre foi uma área com muito mais homens que mulheres. Logo depois comecei a estagiar na Cosibra, e em seguida fui efetivada como a primeira mulher da área da mecânica na empresa. Acabei servindo de exemplo, de incentivo para muitas pessoas”, completou.
 
Segundo a mecânica, com o passar dos anos o interesse pela área foi aumentando, tanto que logo após término do curso de Mecânica Industrial no Senai, ela concluiu os cursos de especialização em solda e ingressou no curso técnico de Mecânica no Instituto de Tecnologia da Paraíba (IFPB). Para superar os desafios, Darling dos Santos afirma que é preciso primeiramente não desistir nunca de seus objetivos.
 
“É preciso ter coragem, dedicação e superar as perspectivas que as pessoas tem das mulheres. Não existe mais função exclusiva para homens ou para mulheres. A mulher moderna sabe que pode chegar onde ela quiser, basta acreditar”, concluiu.
 
Fonte: G1

5 de março de 2013

Março: Juventude nas ruas para avançar em direitos

Por: Alfredo Santos Júnior, secretário Nacional da Juventude da CUT
 
As transformações sociais que queremos em nosso país virão somente a partir de muita mobilização nas ruas. É com esta convicção que as ações da Juventude da CUT são orientadas e que nos dá base para afirmar que março será um mês decisivo para avançar em conquistas para a juventude trabalhadora brasileira.

No começo do mês, de 04 a 08 de março será realizado o 11º Congresso Nacional da Contag. São esperados cerca de 2500 delegados/as ao Congresso, no qual se debaterá a conjuntura nacional, focando nas políticas voltadas ao campo e as estratégias de organização sindical. O engajamento da juventude do campo nos debates de enfrentamento ao agronegócio, e de renovação no movimento sindical permeará todo o Congresso, e merece atenção de toda militância CUTista. Lutar por políticas que possam permitir à juventude brasileira o direito de permanecer no campo é uma tarefa não somente daqueles/as que sofrem com a falta de políticas públicas no campo, mas sim de todos/as que buscam construir um desenvolvimento sustentável em nosso país, com distribuição de renda e direitos garantidos.

No dia 06 de março, as atividades do Congresso da Contag se unificarão com a Marcha das Centrais Sindicais e dos movimentos sociais. Os eixos da marcha são: desenvolvimento, cidadania e valorização do trabalho. Entre as reivindicações estão a redução da jornada de trabalho para 40h sem redução de salários; igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho; e a destinação dos 10% do PIB para educação.

A Juventude CUTista estará nas ruas lutando para que a valorização do trabalho esteja no centro do modelo de desenvolvimento com fortalecimento do Estado,  assim como pela radicalização da democracia em todos os espaços, desde as diferentes esferas de governo, até os locais de trabalho. A Plataforma da Classe Trabalhadora, construída pela CUT, expressa o modelo de desenvolvimento que seguimos defendendo desde as grandes mobilizações de rua, passando pelas negociações com as empresas e com o poder público, até os debates nos locais de trabalho. Esse modelo que defendemos combina crescimento econômico, valorização do trabalho e radicalização da democracia.

Logo após a Marcha das Centrais, teremos as atividades do dia Internacional de Lutas das Mulheres, o 8 de março. As mulheres estarão nas ruas por autonomia e igualdade; Por salário igual para trabalho igual, já que não existe nada, além do machismo estruturante em nossa sociedade, que justifique que os salários das mulheres sejam menores que o dos homens. Na pauta estarão ainda a luta por creches públicas; pela ampliação da licença maternidade e paternidade, ambas para seis meses; pelo fim da violência contra as mulheres, por uma reforma política que incorpore as mulheres nos espaços de poder; e pela autonomia destas sobre seus corpos e suas vidas. A igualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho é pauta fundamental da CUT.

Dia 21 de março, é o Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial. Sabemos o quanto a discriminação racial ainda é estruturante de nossa sociedade, e que, combinada com a discriminação de gênero se fazem cotidianamente presentes na juventude trabalhadora deste país. Ainda que tenha acessado novos postos de trabalhos, a população negra jovem assumiu as vagas mais precarizadas e se manteve como a maioria entre os trabalhadores/as em regime de informalidade, assim como a maioria entre os que estão em situação de desemprego. Além disso, a juventude negra é o principal alvo da violência em nosso país. Os homicídios são hoje a principal causa de morte de jovens de 15 a 29 anos no Brasil e atingem especialmente jovens negros do sexo masculino, o que nos permite afirmar que vivemos em uma realidade de um verdadeiro extermínio da nossa juventude negra. Dizemos basta ao genocídio da juventude negra. Lutamos por uma sociedade livre do machismo e do racismo, e por isso nos somaremos a mais estas mobilizações que irão ocorrer marcando esta data.

O final de março será marcado pelas atividades de ruas da Jornada Nacional de Lutas da Juventude Brasileira. Construção histórica inédita, esta Jornada unificada vem aglutinando uma imensa diversidade de movimentos juvenis que querem reformas estruturais em nosso país, que garantam um projeto de desenvolvimento social e que abram caminhos ao socialismo. O manifesto da Jornada afirma que esta juventude está em luta “por um desenvolvimento sustentável, solidário, que rompa com os valores do patriarcado, que assegure o direito universal à educação, ao trabalho decente, à liberdade de organização sindical, à terra para quem nela trabalha e o direito à verdade e à justiça para nossos heróis mortos e desaparecidos.”

As bandeiras de luta da Jornada estão organizadas em cinco grandes eixos que reivindicam: trabalho decente para a juventude; democratização da comunicação; reforma agrária; combate ao extermínio e violência contra a juventude negra; aumento de investimentos públicos para educação brasileira.

Serão milhares de jovens das principais cidades brasileiras que sairão as ruas para afirmar as necessidades de mudanças e de avanços em direitos para a juventude. Para a CUT, será um momento no qual poderemos avançar na disputa de consciência da juventude,  e rumo a conquistas de pautas concretas, como a aprovação da destinação dos 10% do PIB para educação pública e do Estatuto da Juventude. Fundamentais para a garantia e ampliação de direitos, o Estatuto e os 10% do PIB serão destaques nas manifestações da Jornada da Juventude, especialmente no dia 27/03, em Brasília.

A Juventude tomará as ruas de norte a sul do Brasil. A CUT convoca todos e todas a se somarem a estas lutas. Será através destas mobilizações que avançaremos na disputa de hegemonia da sociedade e que poderemos cumprir o papel histórico desta nova geração de militantes: aproveitar o cenário positivo que ajudamos a construir na última década para conquistar direitos e realizar as necessárias reformas estruturantes do nosso país.

Todos e todas às ruas! Somos Fortes, Somos CUT!

1 de março de 2013

Por mudanças estruturais e avanços em direitos, juventude vai às ruas

Em encontro inédito e plural, movimentos constroem as bases para a Jornada Nacional de Lutas da Juventude
 
Um encontro inédito de dimensões históricas para a sociedade brasileira. Assim, mais de vinte movimentos que organizam a juventude no Brasil reunidos no Sindicato dos Químicos de São Paulo aprovaram e lançaram o Manifesto que balizará as ações da Jornada Nacional de Lutas da Juventude Brasileira.
 
Para ler a matéria completa, acesse o site da CUT, clicando aqui.