6 de janeiro de 2012

Juventude da CUT e sua importância estratégica

Por: Thiara Nascimento

A CUT considera como parte da juventude trabalhadora todas aquelas e aqueles com idade até 35 anos. Desde os 16 podemos escolher quem será presidente do país, bem como, trabalhar na condição de aprendizes. Aos 18, somos responsáveis legalmente por nossos atos, podemos trabalhar em todos os setores da economia e concorrer a cargos sindicais. Ainda assim, muitas pessoas consideram uma bobagem discutir o tema juventude. Talvez porque tenham esquecido que foram jovens, embora alguns desses, ainda sejam.

Hoje em dia é muito mais difícil entrar no mercado de trabalho e se estabelecer financeiramente. Ensino fundamental e ensino médio não são mais suficientes. Dessa forma, a juventude, precisa cada vez mais, conciliar trabalho e estudos. Muitos jovens não se importam com a luta sindical, nem se mobilizam para melhorar suas condições de trabalho porque o consideram como temporário. Suportam condições precárias e baixos salários com esperança de mudar de cargo ou de emprego. Qual é a profissão que não enfrenta problemas? Quantos presidentes pode haver em uma empresa? Esse debate precisa ser feito com a juventude no local de trabalho e isso, cabe ao movimento sindical fazer.

A juventude trabalhadora de hoje não lutou contra a ditadura ou por direitos aos quais estamos tão acostumados como férias e 13º salário. Jovens que cresceram durante o período neoliberal e, portanto, a maioria é despolitizada e individualista. É preciso estreitar relações com os diversos movimentos juvenis organizados, fazer o debate sobre o mundo do trabalho e destacar a necessidade de fortalecer as lutas dos sindicatos. Os direitos conquistados no passado estão em constante ameaça e precisamos avançar.

Os veteranos do movimento sindical devem ser respeitados por tudo que fizeram e fazem pela classe trabalhadora. No entanto, ninguém vive para sempre. A juventude é o futuro da CUT, a juventude é presente, está trabalhando sério e é preciso investir nisso hoje. Respeite para ser respeitado. Esse é o princípio fundamental do bom convívio entre as gerações.

O sindicalismo democrático e de massas depende de constante renovação e mobilização. O diálogo com a juventude, a conscientização política, o fortalecimento e renovação dos sindicatos é nosso papel. É inútil ignorar a juventude. Nós estamos aqui, somos o presente da Central Única dos Trabalhadores. Somos fortes, somos CUT.

Thiara Nascimento é secretária de Juventude da Contac (Confederação Nacional dos Trabalhadores da Alimentação)

3 de janeiro de 2012

Na 2ª Conferência Nacional de Juventude, CUT se destaca e tem maioria de suas propostas aprovadas

Agenda Nacional do Trabalho Decente foi incluída como uma das demandas da juventude brasileira

Por William Pedreira 
A 2ª Conferência Nacional de Juventude realizada entre os dias 9 e 12 de dezembro, em Brasília, terminou com a aprovação de 44 objetivos, distribuídos em cinco eixos, que vão orientar e nortear as políticas públicas voltadas à juventude brasileira no próximo período.

A Conferência contou com a participação de cerca de 2 mil delegados e delegadas de todos os estados. Fato de destaque, a aprovação de quase todas as propostas apresentadas pela juventude da CUT evidenciou mais uma vez o papel da Central como referência para os movimentos juvenis.

“Conseguimos colocar uma série de demandas da juventude da CUT no texto de resolução da Conferência. Isso só foi possível por conta da organização e da comunicação junto aos outros movimentos sociais, principalmente os conferencistas da UNE”, enfatiza Rosana Sousa, secretária de Juventude da CUT.

Entre os pontos aprovados Rosana destaca a Agenda Nacional do Trabalho Decente, proposta esta construída na CUT. “Para nós, esse foi o ponto principal, porque dentro da Agenda do Trabalho Decente temos uma série de reivindicações nossas como a redução da jornada de trabalho, como que você faz a conciliação de estudo e trabalho sem ter danos para a juventude, trabalho decente, inserção no mercado de trabalho e como você faz a ligação principalmente com as demandas dos trabalhadores rurais”, exalta Rosana.

Outras resoluções aprovadas na Conferência tiveram intervenção da juventude cutista como o direito à comunicação, onde foram abordadas questões importantes como o trabalho decente, a criação de um novo marco regulatório e dos conselhos de comunicação, assim como o aperfeiçoamento, implementação e a garantia da efetivação do controle social em todas as etapas de consolidação do Programa Nacional de Banda Larga, a legalização do aborto e a criação de um sistema público de financiamento para a juventude.

Os delegados e delegadas cobraram também a votação para o próximo ano do Estatuto da Juventude, que já passou pelos Câmara e agora está em comissões do Senado, sendo fundamental para amarrar importantes demandas da juventude brasileira como a criação o Sistema Nacional de Juventude e a instituição de um fundo para financiar essas políticas.

Os cinco eixos temáticos onde estão distribuídos os objetivos aprovados pela Conferência são:
  • Direito ao Desenvolvimento Integral: educação, trabalho, cultura, comunicação;
  • Direito ao Território: cidade, campo, transporte, meio ambiente e comunidades tradicionais;
  • Direito à experimentação e qualidade de vida: saúde, esporte, lazer e tempo livre;
  • Direito à diversidade e à vida segura: segurança, valorização e respeito à diversidade e direitos humanos;
  • Direito à participação
Conselho Nacional de Juventude: uma preocupação levada pela juventude da CUT à Conferência foi a eleição do Conselho Nacional de Juventude. Um grupo de trabalho especial responsável por debater esta temática (grupo de participação) contou com a presença de 20 companheiros/as da CUT. “Nele, levamos a reivindicação sobre a questão da representatividade e participação dentro Conselho Nacional de Juventude. Porque hoje nós temos uma série de organizações que estão no Conselho Nacional e que não representam nada ou um número pequeno de jovens no Brasil. Por exemplo: a ONG de Mulheres de Santa Cruz do Sul que representa 50 mulheres e a CUT que representa mais de 2 milhões de trabalhadores dependendo de como fica a organização a CUT pode ficar de fora do Conselho no próximo mandato”, critica Rosana.

“É dizer que a juventude trabalhadora que tem maior representatividade na América Latina vai ficar de fora do Conselho. Então, fizemos uma proposta para mudar a representação do Conselho no sentido de continuarmos ajudando na construção de políticas públicas para o Brasil”, destaca a dirigente da CUT.

CUT 2012: desafio é convencer os/as dirigentes que o tema juventude é estratégico para o movimento sindical

Central consolida-se como referência para os movimentos juvenis, mas ainda enfrenta resistência interna

Por William Pedreira

No ano de 2011 a juventude da CUT obteve grandes conquistas, com participações efetivas no II Festival Latino-Americano de Juventude, no Congresso Nacional da UNE, onde pela primeira vez a CUT foi convidada para participar de uma mesa e no Conselho Nacional de Juventude, sendo uma importante articuladora no processo de aprovação do Estatuto da Juventude na Câmara dos Deputados.

Mesmo ocupando espaços importantes e consolidando-se como referência para os outros movimentos juvenis, a secretária de Juventude da CUT, Rosana Sousa, acredita que o principal desafio ainda é convencer os/as dirigentes sindicais que o tema juventude é estratégico para o movimento sindical.

“Se os nossos dirigentes, aqui envolvendo sindicatos, federações e confederações, não enxergarem que essa é uma política que vem crescendo no Brasil e que as nossas organizações necessitam também estar discutindo este tema não adianta mobilizarmos junto a UNE, a Marcha Mundial de Mulheres, com vários outros movimentos juvenis, se aqui dentro da nossa casa não conseguimos avançar“, lamenta Rosana.

“O principal desafio para o próximo período é fazer com que a política da juventude da Central não seja grande apenas fora das nossas instâncias, mas também dentro da CUT. A gente precisa ter uma participação efetiva do jovem no mundo sindical e que os temas da juventude sejam dialogados e construídos cotidianamente na vida dos sindicatos. Estamos fazendo muito bem a política para fora, junto ao governo, através da Secretaria Nacional de Juventude que tem a frente uma companheira cutista que é a Severine Macedo, que é uma trabalhadora rural. Mas não adianta fazer esta política macro e a gente não organizar a nossa casa”, complementa.

Ações para o próximo ano

A primeira grande atividade colocada na agenda da juventude da CUT será a organização da intervenção na Conferência Rio+20 que irá ocorrer no Brasil de 20 a 22 de junho de 2012 . “Vamos organizar nossas ações partindo dos princípios sobre o que a juventude quer discutir nesse tema da preservação do meio ambiente, sustentabilidade, conciliando com o mundo do trabalho. Depois nós teremos outras atividades importantes como os Congressos Estaduais e o Congresso Nacional da CUT”, resume Rosana.

9 de dezembro de 2011

Juventude da CUT realiza reunião preparatória para a Conferência em Brasilia

Nos dias 09, 10, 11 e 12 de dezembro próximo será realizada em Brasília-DF 2ª Conferência Nacional de Políticas Públicas de Juventude com o tema “Juventude, Desenvolvimento e Efetivação de Direitos. Conquistar direitos, desenvolver o Brasil”.

Três anos após a realização da 1ª Conferência Nacional de Juventude (2008), o Governo Federal organiza o segundo processo de diálogo com a juventude brasileira. Durante o ano de 2011 jovens dos quatro cantos do Brasil, das mais variadas formas de expressão e diversas realidades sociais, participarão de espaços de discussão e diálogo sobre suas necessidades e sobre o presente e o futuro país.

Três temas estão em pauta:

I - Juventude: Democracia, Participação e Desenvolvimento Nacional;

II - Plano Nacional de Juventude: prioridades 2011-2015;

III - Articulação e integração das políticas públicas de juventude.

E cinco eixos também:

• Direito ao Desenvolvimento Integral: educação, trabalho, cultura, comunicação;

• Direito ao Território: cidade, campo, transporte, meio ambiente e comunidades tradicionais;

• Direito à experimentação e qualidade de vida: saúde, esporte, lazer e tempo livre;

• Direito à diversidade e à vida segura: segurança, valorização e respeito à diversidade e direitos humanos;

• Direito à participação

Com Informações da CUT

2 de dezembro de 2011

Defesa do Estatudo da Juventude

Eviamos uma manifesto (abaixo-assinado) sobre os direitos da juventude presentes no Estatuto da Juventude. A idéia é defender os direitos dos jovens e não somente os dos estudantes.

Precisamos urgentemente da assinatura das entidades, organizações.

Faremos dois movimentos. Um será uma petição online com assinatura individual e um outro um manifesto assinado por organizações e movimentos sociais. As assinaturas devem ser enviadas o mais rápido possível. Fiquem à vontade para divulgar e conseguir mais adesões.
 
Abraços juvenis,

Movimento por um Estatuto para toda Juventude

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Nós organizações, entidades, movimentos, redes e fóruns e jovens acreditamos que vivemos um momento significativo para a juventude brasileira. A aprovação do Estatuto da Juventude na Câmara dos Deputados é uma importante vitória para o país para a atual e as futuras gerações. Faz parte de uma construção recente em curso no país de afirmar um novo referencial para o entendimento da condição juvenil.

Em sintonia com o desejo do Senado Brasileiro de melhorar o conteúdo do Estatuto da Juventude, compreendemos que este é o momento de qualificar ainda mais os direitos da juventude na sua integralidade, já que se trata de um marco legal que referenciará os direitos da juventude por muitos anos. Soma-se a esta indicação, toda a reflexão construída na preparação da 2ª Conferência Nacional de Juventude nas suas etapas, territoriais, livres e virtual, e também o que ainda será pautado durante os próximos dias 9 a 12 de dezembro, durante a segunda edição da Conferência Nacional de Juventude.

A discussão da 2ª Conferência teve como centro a conquista dos direitos e o desenvolvimento do país, entre os temas prioritários estão os avanços nos Marcos Legais, com destaque para o Estatuto da Juventude. Cabe ao Senado a sensibilidade de absorver as reivindicações apresentadas na 2ª Conferência para qualificar o Estatuto da Juventude, com maior fórum de discussão da juventude brasileira e principal orientador para as ações do executivo e legislativo.

Na atual versão do Projeto de Lei os direitos ao meio passe e à meia entrada são uma das principais conquistas, entretanto estão restritas aos jovens estudantes. Esta concepção condiz com um entendimento superado de que ser jovem necessariamente significa ser estudante. É preciso alterar essa visão, seja porque o Brasil ainda não apresenta as condições necessárias para a universalização do ensino médio, técnico e universitário, seja porque muita trajetórias educacionais são interrompidas pelo necessidade de trabalhar ou outra condicionalidades. De 18 a 24 anos, 70% dos jovens estão fora da escola ou Universidade. Este é um dado que nos mostra a importância de garantir que o Estatuto seja de toda a juventude e não apenas de uma parte.

Desta forma, acreditamos que os direitos da juventude, devem ser pensados e direcionados para a totalidade da população juvenil brasileira e não somente para uma específica. Sendo assim, defendemos que o direito ao meio-passe no transporte e à meia-entrada em espaços culturais seja para toda a juventude. Defendemos que o direito à meia-entrada contemple também os eventos esportivos.

"Viva a juventude brasileira. Viva o Brasil!"

Juventude da Articulação é unidade na luta...

21 de novembro de 2011

Direto da Alemanha

Com a manchete: "Brasileiros não conhecem o representante de jovens e trainees no local de trabalho",  Leandro Soares, Secretário da Juventude da CNM/CUT, trabalhador na ZF do Brasil falou a um jornal local alemão durante o intercâmbio em que participou:

“Praticar esportes, ler e sair – são os hobbys de Leandro Candido Soares, muito parecidos com os dos jovens alemães. Mas ele mora em um lugar muito diferente. Leandro trabalha na ZF do Brasil em Sorocaba, uma cidade do estado de São Paulo.  Com a delegação de sua central – CUT – ele esteve nesta semana na fábrica da ZF Lenksysteme (ZFLS), na cidade de Schwäbich Gmünd, Alemanha.

Leandro conversou com a sessão “Editor de Jovens”  do jornal local “SchwäbichePost” sobre o engajamento da juventude em São Paulo. “

A íntegra da entrevista está no neste link (em alemão)! Mas o Google tradutor é um bom auxiliar!

* O representante dos jovens e trainees no local de trabalho, chamado "JAV", é eleito, com mandato de dois anos, representa os jovens de 18 a 25 anos. Entre outras tarefas, o JAV é responsável por perceber as necessidades dos jovens trabalhadores e aprendizes, garantir a igualdade de fato entre homens e mulheres na formação e integração.

7 de novembro de 2011

CNM/CUT tem participação ativa nos debates do II Festival das Juventudes

O II Festival Latino-Americano das Juventudes reúne jovens de todo o país e América Latina para debater políticas públicas



Secretário de juventude da CNM/CUT, Leandro Candido Soares com a bandeira e grupo
Durante quatro dias (8 a 11 de novembro) cerca de 10 mil jovens participam do II Festival Latino-Americano das Juventudes, na cidade de Fortaleza (CE), para tratar de temas referentes às políticas públicas aplicadas à saúde, cultura, esporte e lazer.

“O Canto de Um Novo Mundo” é o mote principal do encontro, que tem por objetivo promover o intercâmbio entre as diversas realidades da vida de cada jovem, dentro da sua vivência no trabalho, na família e em sociedade. Para isso, foi criada a “Cidade das Juventudes”, no Clube da Cofeco, bairro Sabiaguaba, que é onde acontecem as oficinas, as conferências, os encontros de movimentos juvenis, feira da economia solidária, seminários e apresentações culturais com shows de bandas locais e nacionais.

Na opinião do secretário de juventude da CNM/CUT, Leandro Candido Soares, a participação nesse festival reforça a importância da dos jovens nos movimentos sociais e sindicais. “A atuação da juventude nesses movimentos organizados tem uma força imensa para discutir políticas públicas, não somente de juventudes, mas também enfocar as questões de saúde, lazer, cultura e esporte. Esses grupos de jovens têm participação e influência nas decisões políticas de seus países. No Brasil, recentemente tivemos a aprovação do Estatuto da Juventude, pela Câmara Federal e nossa juventude cutista teve papel fundamental na elaboração desse documento”, esclarece o dirigente.

Internet como política pública de juventude
A democratização da banda larga e internet mais acessível para todos foi um dos temas abordados no encontro, com o tema: “A internet como política pública de juventude”

“Já que a maioria dos jovens se comunica por redes sociais, este pode ser mais um instrumento de mobilização,” afirma a palestrante e professora da UFC - Universidade Federal do Ceará, Lola Aronovich.

A professora universitária tem um blog desde 2008, onde aborda temas relacionados à temática feminista e movimentos sociais. “Temos o poder nas mãos. A internet vem colaborando no processo de difusão de informações além daquelas expedidas pela mídia nacional. O jovem pode ser o protagonista das mudanças,” enfatiza

Mara Grabert - Imprensa CNM/CUT

OIT: jovens podem ser os mais afetados por falta de trabalho

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) adverte sobre a possibilidade de surgir no mundo uma geração de jovens trabalhadores frustrados por uma mistura de desemprego, inatividade e trabalho precário. Esta é a conclusão do relatório "Atualizações das Tendências Mundiais do Emprego Juvenil 2011", divulgado na quarta-feira (19), na sede da entidade, em Genebra (Suíça).

O estudo aponta um total de 75,1 milhões de jovens desempregados em 2010. Isso representa uma taxa mundial de desemprego juvenil de 12,7%. Para 2011, a previsão é de uma queda de 0,1% na taxa, chegando à marca de 74,6 milhões.

Mas essa leve queda nas expectativas em 2011 é atribuída à saída de jovens do mercado de trabalho e não à criação de novos empregos.

A Europa é a principal região afetada, segundo a OIT. Desde 2008 até 2010, o desemprego juvenil cresceu 4,6%. No Oriente Médio e no Norte da África, apesar dos avanços na educação, em média, um a cada quatro jovens está sem emprego. As taxas de desemprego da Ásia Meridional (9,9%) e da África Subsaariana (12,5%), vistas fora do contexto, podem ser interpretadas como positivas. Mas a ONU ressalta que boa parte dos empregados trabalha por necessidade e não por opção. As condições precárias e a baixa inserção no mercado formal na região também são destacados no relatório.

O estudo lembra que a Primavera Árabe e outros movimentos de contestação em 2011 seriam um espelho da indignação e falta de oportunidades no mercado de trabalho. "Essas novas estatísticas refletem a frustração e a ira que estão sentindo milhões de jovens no mundo", disse o diretor-executivo do Setor de Emprego da OIT, José Manuel Salazar-Xirinachs.

Possíveis ações para reverter o quadro foram apontadas. Entre elas, estão desenvolver uma estratégia integral de crescimento e criação de empregos que priorize os jovens; melhorar a qualidade dos empregos com fortalecimento das normas do trabalho; investir em educação e formação de qualidade; levar adiante políticas financeiras e macroeconômicas que removam os obstáculos para a recuperação econômica.
 

Anuário do Dieese revela que metade dos jovens entre 18 e 20 anos não consegue emprego formal

O Ministério do Trabalho e Emprego e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lançaram hoje (25) o Anuário do Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda 2010/2011. O levantamento é dividido em seis tópicos: mercado de trabalho, intermediação de mão de obra, seguro-desemprego, qualificação profissional, economia solidária e juventude. Com relação aos jovens, o anuário revela que a taxa de desemprego é muito alta para quem tem menos de 20 anos.

O diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, disse que, no geral, os dados mostram que há uma forte geração de empregos com carteira assinada e, consequentemente, redução do desemprego e da informalidade. Ele destacou o crescimento do setor das cooperativas, que já somam mais de 25 mil no país, que impulsiona ainda mais a oferta de vagas.
 
Sobre os problemas, o diretor do Dieese aponta, como exemplos mais representativos, o desemprego maior entre mulheres, negros e jovens. “Há ainda um caminho muito longo para que mulheres, negros e jovens tenham uma participação mais igualitária do ponto de vista da ocupação e das das condições de trabalho, para que todas as pessoas possam ter um sistema de proteção social adequado”, disse.
 
Segundo dados do anuário, o desemprego entre os jovens de 18 a 20 chega a 50%. Entre as mulheres é 11,1% (contra 6,2% entre os homens). E entre os negros, 10% (contra 7,3% da população branca e 9,1% da parda). Todas as comparações são com dados de 2009.
 
Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o anuário é uma “fotografia numérica” do emprego em cada região. “O anuário serve às políticas de emprego e qualificação do ministério, mas também para, por exemplo, uma empresa que quer se instalar em uma determinada região saber se tem trabalhador qualificado para o tipo de serviço, saber se a faixa de salário do consumidor vai fazer com que valha a pena ele se instalar nessa região”, explicou. Até o final do ano, o anuário estará disponível na página do ministério na internet.
 
Fonte: Agência Brasil