21 de novembro de 2011

Direto da Alemanha

Com a manchete: "Brasileiros não conhecem o representante de jovens e trainees no local de trabalho",  Leandro Soares, Secretário da Juventude da CNM/CUT, trabalhador na ZF do Brasil falou a um jornal local alemão durante o intercâmbio em que participou:

“Praticar esportes, ler e sair – são os hobbys de Leandro Candido Soares, muito parecidos com os dos jovens alemães. Mas ele mora em um lugar muito diferente. Leandro trabalha na ZF do Brasil em Sorocaba, uma cidade do estado de São Paulo.  Com a delegação de sua central – CUT – ele esteve nesta semana na fábrica da ZF Lenksysteme (ZFLS), na cidade de Schwäbich Gmünd, Alemanha.

Leandro conversou com a sessão “Editor de Jovens”  do jornal local “SchwäbichePost” sobre o engajamento da juventude em São Paulo. “

A íntegra da entrevista está no neste link (em alemão)! Mas o Google tradutor é um bom auxiliar!

* O representante dos jovens e trainees no local de trabalho, chamado "JAV", é eleito, com mandato de dois anos, representa os jovens de 18 a 25 anos. Entre outras tarefas, o JAV é responsável por perceber as necessidades dos jovens trabalhadores e aprendizes, garantir a igualdade de fato entre homens e mulheres na formação e integração.

7 de novembro de 2011

CNM/CUT tem participação ativa nos debates do II Festival das Juventudes

O II Festival Latino-Americano das Juventudes reúne jovens de todo o país e América Latina para debater políticas públicas



Secretário de juventude da CNM/CUT, Leandro Candido Soares com a bandeira e grupo
Durante quatro dias (8 a 11 de novembro) cerca de 10 mil jovens participam do II Festival Latino-Americano das Juventudes, na cidade de Fortaleza (CE), para tratar de temas referentes às políticas públicas aplicadas à saúde, cultura, esporte e lazer.

“O Canto de Um Novo Mundo” é o mote principal do encontro, que tem por objetivo promover o intercâmbio entre as diversas realidades da vida de cada jovem, dentro da sua vivência no trabalho, na família e em sociedade. Para isso, foi criada a “Cidade das Juventudes”, no Clube da Cofeco, bairro Sabiaguaba, que é onde acontecem as oficinas, as conferências, os encontros de movimentos juvenis, feira da economia solidária, seminários e apresentações culturais com shows de bandas locais e nacionais.

Na opinião do secretário de juventude da CNM/CUT, Leandro Candido Soares, a participação nesse festival reforça a importância da dos jovens nos movimentos sociais e sindicais. “A atuação da juventude nesses movimentos organizados tem uma força imensa para discutir políticas públicas, não somente de juventudes, mas também enfocar as questões de saúde, lazer, cultura e esporte. Esses grupos de jovens têm participação e influência nas decisões políticas de seus países. No Brasil, recentemente tivemos a aprovação do Estatuto da Juventude, pela Câmara Federal e nossa juventude cutista teve papel fundamental na elaboração desse documento”, esclarece o dirigente.

Internet como política pública de juventude
A democratização da banda larga e internet mais acessível para todos foi um dos temas abordados no encontro, com o tema: “A internet como política pública de juventude”

“Já que a maioria dos jovens se comunica por redes sociais, este pode ser mais um instrumento de mobilização,” afirma a palestrante e professora da UFC - Universidade Federal do Ceará, Lola Aronovich.

A professora universitária tem um blog desde 2008, onde aborda temas relacionados à temática feminista e movimentos sociais. “Temos o poder nas mãos. A internet vem colaborando no processo de difusão de informações além daquelas expedidas pela mídia nacional. O jovem pode ser o protagonista das mudanças,” enfatiza

Mara Grabert - Imprensa CNM/CUT

OIT: jovens podem ser os mais afetados por falta de trabalho

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) adverte sobre a possibilidade de surgir no mundo uma geração de jovens trabalhadores frustrados por uma mistura de desemprego, inatividade e trabalho precário. Esta é a conclusão do relatório "Atualizações das Tendências Mundiais do Emprego Juvenil 2011", divulgado na quarta-feira (19), na sede da entidade, em Genebra (Suíça).

O estudo aponta um total de 75,1 milhões de jovens desempregados em 2010. Isso representa uma taxa mundial de desemprego juvenil de 12,7%. Para 2011, a previsão é de uma queda de 0,1% na taxa, chegando à marca de 74,6 milhões.

Mas essa leve queda nas expectativas em 2011 é atribuída à saída de jovens do mercado de trabalho e não à criação de novos empregos.

A Europa é a principal região afetada, segundo a OIT. Desde 2008 até 2010, o desemprego juvenil cresceu 4,6%. No Oriente Médio e no Norte da África, apesar dos avanços na educação, em média, um a cada quatro jovens está sem emprego. As taxas de desemprego da Ásia Meridional (9,9%) e da África Subsaariana (12,5%), vistas fora do contexto, podem ser interpretadas como positivas. Mas a ONU ressalta que boa parte dos empregados trabalha por necessidade e não por opção. As condições precárias e a baixa inserção no mercado formal na região também são destacados no relatório.

O estudo lembra que a Primavera Árabe e outros movimentos de contestação em 2011 seriam um espelho da indignação e falta de oportunidades no mercado de trabalho. "Essas novas estatísticas refletem a frustração e a ira que estão sentindo milhões de jovens no mundo", disse o diretor-executivo do Setor de Emprego da OIT, José Manuel Salazar-Xirinachs.

Possíveis ações para reverter o quadro foram apontadas. Entre elas, estão desenvolver uma estratégia integral de crescimento e criação de empregos que priorize os jovens; melhorar a qualidade dos empregos com fortalecimento das normas do trabalho; investir em educação e formação de qualidade; levar adiante políticas financeiras e macroeconômicas que removam os obstáculos para a recuperação econômica.
 

Anuário do Dieese revela que metade dos jovens entre 18 e 20 anos não consegue emprego formal

O Ministério do Trabalho e Emprego e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) lançaram hoje (25) o Anuário do Sistema Público de Emprego, Trabalho e Renda 2010/2011. O levantamento é dividido em seis tópicos: mercado de trabalho, intermediação de mão de obra, seguro-desemprego, qualificação profissional, economia solidária e juventude. Com relação aos jovens, o anuário revela que a taxa de desemprego é muito alta para quem tem menos de 20 anos.

O diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, disse que, no geral, os dados mostram que há uma forte geração de empregos com carteira assinada e, consequentemente, redução do desemprego e da informalidade. Ele destacou o crescimento do setor das cooperativas, que já somam mais de 25 mil no país, que impulsiona ainda mais a oferta de vagas.
 
Sobre os problemas, o diretor do Dieese aponta, como exemplos mais representativos, o desemprego maior entre mulheres, negros e jovens. “Há ainda um caminho muito longo para que mulheres, negros e jovens tenham uma participação mais igualitária do ponto de vista da ocupação e das das condições de trabalho, para que todas as pessoas possam ter um sistema de proteção social adequado”, disse.
 
Segundo dados do anuário, o desemprego entre os jovens de 18 a 20 chega a 50%. Entre as mulheres é 11,1% (contra 6,2% entre os homens). E entre os negros, 10% (contra 7,3% da população branca e 9,1% da parda). Todas as comparações são com dados de 2009.
 
Para o ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, o anuário é uma “fotografia numérica” do emprego em cada região. “O anuário serve às políticas de emprego e qualificação do ministério, mas também para, por exemplo, uma empresa que quer se instalar em uma determinada região saber se tem trabalhador qualificado para o tipo de serviço, saber se a faixa de salário do consumidor vai fazer com que valha a pena ele se instalar nessa região”, explicou. Até o final do ano, o anuário estará disponível na página do ministério na internet.
 
Fonte: Agência Brasil

28 de outubro de 2011

Secretaria da Juventude da FEM/CUT-SP realiza reunião nesta quinta

A Secretaria da Juventude da FEM/CUT-SP realiza reunião nesta quinta, 27, com os sindicatos metalúrgicos filiados, às 10h, na sede da Federação, em São Bernardo. A atividade será coordenada pelo Secretário, Luciano da Silva (Tremembé), e abordará temas como: balanço da Campanha Salarial da FEM/CUT-SP --  lembrando que a FEM ainda não fechou acordo com o Grupo 10 – e a organização do 3º Encontro Estadual da Juventude da FEM/CUT-SP.  “Queremos promover um grande evento que destaque temas de interesse dos jovens. Também queremos fortalecer as nossas ações e a juventude tem um papel importante para construí-las no dia a dia”, disse.

Perfil

O 2º Encontro Estadual da Juventude Metalúrgica da FEM/CUT-SP aconteceu no ano passado e debateu a importância da Organização no Local de Trabalho (OLT), destacando a rica experiência dos Comitês Sindicais por Empresa e apresentou o Perfil dos Metalúrgicos no Estado de São Paulo.

Segundo o estudo, elaborado pela Subseção do Dieese da FEM/CUT-SP, o emprego na indústria metalúrgica paulista registrou, nos últimos 16 anos, um crescimento de 48,6%, passando de 762 mil (1995) novos postos para 1,031 milhão, em novembro de 2010. O Estado de São Paulo concentra quase a metade (45,8%) do total de metalúrgicos do Brasil. Na região sudeste, o Estado lidera o número de empregos metalúrgicos, concentrando 70% das vagas de todo o País, seguido por Minas Gerais (18,6%), Rio de Janeiro (9,0%) e Espírito Santo (2,0%).

O levantamento foi baseado nos dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED) e do Registro de Entidades Sindicais do Ministério do Trabalho. O estudo analisou a base da FEM/CUT-SP que tem 14 sindicatos metalúrgicos filiados, que representam 250 mil trabalhadores em todo o Estado.

Formação escolar

A pesquisa também revelou que os metalúrgicos elevaram a formação escolar. Mais da metade (54,1%) possuíam em dezembro de 2009 ensino médio completo e 12,6% superior completo. Outro indicador interessante é a faixa etária destes trabalhadores. A média em todo o Estado é de 30 a 39 anos.

Com relação à proporção de jovens, isto é, trabalhadores com até 24 anos de idade, foi mais elevada nos Sindicatos Metalúrgicos de Itu (24,6%); Salto (23,5%) e Itaquaquecetuba (22,3%). Já na faixa de idade entre 50 e 64 anos, os Metalúrgicos de Pindamonhangaba se destacam com 13,5% de sua base, na sequência aparecem Metalúrgicos de Matão (12,0%) e Araraquara (11,9%).

Gênero

Os homens continuam sendo maioria no ramo metalúrgico, no cenário nacional cutista existe 17,5% de mulheres, já no Estado de São Paulo o percentual foi de 15,5% em novembro de 2010. Os sindicatos com maior participação feminina são: Salto (31,4%); Itu (23,6%) e Cajamar (19,1%).

A distribuição dos metalúrgicos cutistas segundo gênero e grupo de negociação mostra maior participação das mulheres no Grupo 2 (que reúne os setores dos grupos de máquinas e eletrônicos - 20,45%) e em Estamparia (19,1%).  Nas Montadoras (7,2%) e Fundição (9,3%) a presença de mulheres é mais baixa.

Fonte: FEM/CUT-SP