2 de outubro de 2012

Jovens estudam humanas, mercado pede exatas

As profissões das áreas exatas e técnicas estão com a demanda em alta no Brasil, segundo estudo baseado nos Censos de 2000 e 2010, realizado pelo economista Naercio Menezes Filho, do Centro de Políticas Públicas do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper)e Universidade de São Paulo (USP).
 
Por outro lado, o aumento da oferta de profissionais acima da demanda do mercado fez com que os salários caíssem entre 2000 e 2010 em profissões não ligadas à área técnica, como Administração, Comunicação e Jornalismo, e Marketing e Publicidade, com quedas de respectivamente 17,8%, 14,1% e 7,4%.
 
No topo da remuneração entre todas as formações universitárias em 2010, estavam profissões como Medicina, graduados em academias militares, Engenharia Civil e Odontologia, com salários mensais médios de respectivamente R$ 6.952, R$ 6.359, R$ 4.855 e R$ 4.854.
 
"Há mais demanda na área de exatas, mas a oferta está crescendo mais rápido na área de humanas", comenta Menezes.
 
O detalhadíssimo trabalho leva em conta um amplo conjunto de informações sobre os 10,6 milhões de brasileiros de 18 a 60 anos que detinham diploma universitário em 2010 (e os 5,4 milhões na mesma situação em 2000). O estudo foi feito por encomenda da BRAiN Brasil, uma associação de bancos, BM&F, Federação dos Bancos Brasileiros (Febraban) e outras entidades, que tem como objetivo transformar o Brasil num polo internacional de investimentos e negócios.
 
A pesquisa partiu de um aparente paradoxo. Apesar de se constatar no Brasil um apagão de mão de obra qualificada, o salário real médio de quem tem o ensino médio completo caiu de R$ 1.378 em 2000 para R$ 1.317 em 2010. Da mesma forma, os diplomados no curso superior viram seu rendimento médio cair de R$ 4.317 em 2000 para R$ 4.060 em 2010. Se o ganho de quem tem o ensino médio ou grau universitário caiu, é um sinal de que a demanda por qualificação recuou - o que aparentemente contradiz a o fenômeno do apagão de mão de obra.
 
O estudo detalhado de mais de 40 tipos de formação universitária, porém, explica a contradição. Na verdade, há algumas profissões de grau universitário extremamente demandadas, nas quais a oferta de mão obra cresceu insuficientemente de 2000 a 2010. "São as profissões que o país está pedindo", diz Menezes Filho.
 
Proporção. É o caso, por exemplo, da Engenharia Civil. Havia 141,8 mil engenheiros civis no Brasil em 2000, número que cresceu para apenas 146,7 mil em 2010. Dessa forma, a proporção de engenheiros civis no total da população com diploma universitário caiu de 2,76% para 1,45% no período. A alta da demanda fica claro na evolução salarial da categoria no período, com elevação de 20,6%. Em 2010, na média, um engenheiro civil ganhava 211% a mais do que os trabalhadores apenas com ensino médio completo. Em 2010, essa vantagem subiu para 266%.
 
Um fenômeno muito parecido ocorreu com a Medicina, que está no topo de rendimento, e também tem a menor taxa de desemprego entre as profissões (excetuando-se os militares), de apenas 0,62% em 2010. O número de médicos cresceu pouco no Brasil entre 2000 e 2010, saindo de 207 mil para 225 mil. Com isso, sua proporção no total da população diplomada caiu de 4,04% para 2,23%. Já o salário deu um salto de 18,13%.
 
Algumas profissões fora da área técnica, porém, tiveram aumento de oferta com queda de salário - isto significa que o sistema universitário produziu mais profissionais desse tipo do que o País estava demandando. Em Administração, por exemplo, houve um salto de 594 mil para 1,473 milhão. A profissão passou de 11,6% do total dos diplomados para 14,6% entre 2000 e 2010. A oferta tornou-se excessiva, como fica claro pelo recuo de 17,8% na remuneração.
 
Em hotelaria, alimentação e turismo, o contingente diplomado quase quintuplicou, fazendo com que a remuneração caísse 22,6%, para R$ 2.585, em 2010.
 
Impacto nos salários. Algumas profissões rentáveis também tiveram um salto tão forte na oferta de novos profissionais entre 2000 e 2010 que acabaram sofrendo impacto na remuneração. O número da atuários no País aumentou seis vezes em dez anos, de 2,1 mil para 12,5 mil. A profissão é bem remunerada, sendo a sexta no ranking, com ganho médio mensal de R$ 4.723 em 2010. Ainda assim, a remuneração média caiu 11,5% desde 2000.
 
Outras profissões sofreram queda tanto de oferta quanto de demanda (medida pelo salário), como Filosofia. Em 2000, havia 29,1 mil pessoas de 18 a 60 anos formadas em Filosofia, número que caiu para 24,9 mil em 2010. Mesmo com menos oferta, os salários caíram 14,6%, para R$ 2.390. Aliás, é a menor remuneração entre todas as profissões que exigem diploma universitário.
 
Outra característica da Filosofia é ser o grau universitário em que uma menor proporção das pessoas diplomadas trabalha na própria área de formação, com apenas 3,9% em 2010. Em contraste, 79,9% dos médicos trabalham com medicina.
 
"O problema é menos que há poucas pessoas com formação universitária no Brasil, e mais que essas formações estão muito mal distribuídas", diz André Sacconato, economista da BRAiN.
 
Ele nota que é mais barato abrir cursos universitários em áreas não técnicas "Dá para criar uma faculdade de Economia só com professores e livros, mas Medicina e Engenharia precisam de materiais, máquinas, equipamentos e tecnologia - estamos formando muitos administradores e poucos engenheiros".
 
Fonte: Estadão

Jovens do Brasil usam mais redes sociais do que adolescentes europeus

Pesquisa realizada pela CGI.br mostra que 70% dos jovens brasileiros com idade entre 9 e 16 anos possuem perfil em alguma rede social. Na Europa, número é de 57%

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) divulgou na terça-feira (2/10) os resultados da primeira pesquisa TIC Kids Online Brasil, que visa levantar dados sobre as oportunidades online e o uso seguro da Internet na faixa etária de 9 a 16 anos.
 
O estudo aponta que 70% das crianças e adolescentes brasileiros possuem um perfil em alguma rede social, sendo 42% deles usuários de 9 a 10 anos e 83% na faixa etária entre 15 e 16 anos. “Chama atenção o fato do uso das redes sociais no Brasil superar o uso na Europa entre crianças nessa faixa etária, onde atinge 57%”, afirma o gerente do CETIC.br, Alexandre Barbosa.
 
Dentre os participantes ativos das redes sociais, 42% possuem perfis privados, configurado de forma que apenas os amigos consigam visualizá-lo. Outros 31% possuem perfil parcialmente privado, permitindo que amigos de contatos também possam visualizá-lo. Apenas 25% possuem perfis públicos, que podem ser visualizados por qualquer pessoa e 2% desconhecem essa configuração de privacidade.
 
“Internet com segurança”
 
Segundo o estudo, 71% dos pais e responsáveis acreditam que seus filhos utilizam a internet de modo seguro. “Embora os pais sejam importantes mediadores das crianças e adolescentes no uso da Internet, os resultados da pesquisa mostram que sua percepção dos riscos no uso da Internet é baixa”, diz Barbosa.
 
A pesquisa também mostra que 59% dos usuários sabem bloquear mensagens de uma pessoa e 44% declararam ser capaz de bloquear spam. Já em relação a questões mais complexas, 55% disseram saber encontrar informações sobre como usar a Internet com segurança e 41% saberiam comparar diferentes páginas na web, a fim de verificar se as informações são verdadeiras.
 
Outro indicador demonstra que 23% dos usuários de Internet de 11 a 16 anos já tiveram contato com alguém que não conhecia pessoalmente por meio da rede. Entre os que fizeram esse contato, cerca de um quarto declarou ter se encontrado pessoalmente com esse desconhecido.
 
Outro dado analisado pelo estudo é a percepção que os pais ou responsáveis possuem da utilização da Internet por seus filhos. Mais de um terço deles (37%) acredita não ser provável que seu filho passe por alguma situação de incômodo ou constrangimento na Internet nos próximos seis meses e 35% acham que os filhos são suficientemente capazes de lidar essas situações, caso ocorram.
 
Mesmo assim, 22% das crianças e adolescentes entrevistados declarou ter passado por alguma situação de incômodo ou chateação nos últimos 12 meses e praticamente metade (47%) disse que esse tipo de situação aconteceu na Internet.
 
Usos mais comuns
 
Além disso, o levantamento aponta que 47% dessas crianças e adolescentes utilizam a Internet todos os dias, ou quase todos os dias, de diversas maneiras. Destaque para o acesso da rede nas escolas (42%), no domicílio (40%), na lanhouse (35%) e pelo celular, que é citado por 18% dos entrevistados.
 
Dentre as atividades realizadas frequentemente na rede por essa faixa etária estariam em primeiro lugar a realização de trabalhos escolares (82%), seguido pelo acesso a plataformas sociais (68%).
 
Entre as outras atividades citadas estão: assistir vídeos no YouTube (66%), jogar online e usar mensagens instantâneas (54%). Atividades mais complexas ou interativas, como postar conteúdos, estão entre as menos citadas, sendo 40% “postar fotos, vídeos ou músicas”, e 24% “escrever mensagem em um site”. A proporção de usuários de Internet nessa faixa etária que escreveu em um blog no último mês é de apenas 10%.
 
Pesquisa
 
A pesquisa é resultado de um acordo entre o Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br) e a London School of Economics (LSE) para trazer para o Brasil a metodologia utilizada na pesquisa europeia EU Kids Online e foi conduzida em 25 países da Europa em 2010.
 
O Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br) adaptou o modelo europeu da pesquisa à realidade brasileira, mantendo a comparabilidade com os resultados dos demais países. No total, foram realizadas 1.580 entrevistas com crianças e adolescentes e o mesmo número de pais. Os dados estão disponíveis em www.cetic.br.
 
Fonte: IDGnow

1 de outubro de 2012

Governo lança projeto de prevenção à violência contra a juventude negra

De acordo com o Ministério da Saúde, 53% dos homicídios registrados no país vitimam pessoas jovens. Destas, mais de 75% são negras

O governo federal lançou na quinta (27), em Maceió (AL), a primeira etapa de um programa piloto que visa enfrentar o crescente número de homicídios entre jovens negros de todo o país. Intitulado Juventude Viva, a iniciativa é a primeira etapa de uma ação mais ampla, o Plano de Prevenção à Violência Contra a Juventude Negra.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 53% dos homicídios registrados no país vitimam pessoas jovens. Destas, mais de 75% são negras. Além disso, enquanto as mortes de jovens brancos caíram de 9.248, em 2000, para 7.065, em 2010, a morte de jovens negros cresceu de 14.055 para 19.255 no mesmo período. 

Em Alagoas, o programa irá complementar iniciativas que já estão em curso, como o Programa Brasil Mais Seguro, do Ministério da Justiça. A escolha do estado também se justifica porque a capital, Maceió, ocupa o segundo lugar entre as cidades com o maior número de homicídios no país. Nesta primeira etapa, além de Maceió, o Juventudo Viva também será testado em outras três cidades alagoanas: Arapiraca, Marechal Deodoro e União dos Palmares. A meta do governo federal é, a partir da experiência inicial, estender a iniciativa para os 132 municípios mais violentos do país.

"O Juventude Viva representa um plano de enfrentamento à mortalidade da juventude negra. Vai começar como uma experiência em Alagoas, com os vários ministérios envolvidos desenvolvendo um conjunto de ações de inclusão e contra a cultura de violência", explicou a ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), Luiza Bairros, logo após participar, esta manhã, do programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República em parceria com a EBC Serviços. Também participou do programa o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Entre as iniciativas a serem desenvolvidas, a ministra mencionou a adoção, pelas escolas estaduais, de aulas em período integral; a criação de espaços culturais em territórios violentos e o estímulo ao empreendedorismo juvenil, principalmente quando associado à chamada economia solidária. Além disso, segundo a ministra, o programa também prevê ações de capacitação dos profissionais que atuam com os jovens, especialmente dos policiais.

"Será extremamente importante o trabalho que faremos com as forças policiais para que possamos ter um comportamento diferenciado dos policiais em relação aos jovens, especialmente em relação ao jovem negro que, por conta da discriminação racial, acaba sendo mais atingido por essa violência", explicou a ministra.

O Juventude Viva, segundo a ministra, irá beneficiar não apenas jovens negros entre 15 e 29 anos, mas toda a população das regiões contempladas com iniciativas como a construção de espaços culturais.

"Pretendemos atingir os jovens negros, que, nos últimos anos, são os que mais têm sofrido com esses altos índices de homicídios, mas, embora o diagnóstico que conduza o programa leve em conta a população negra, seu caráter é amplo. A instalação de uma praça de cultura em um bairro de maioria negra faz toda a diferença para toda a população", acrescentou a ministra.

"Embora tenhamos experimentado, nos últimos anos, uma melhoria dos indicadores sociais da população negra, temos ainda milhões de jovens negros que estão fora da escola e do mercado de trabalho, sendo uma população vulnerável às possibilidades de se envolver em situações violentas e que tem a vida pouco valorizada, já que não está inserida em nenhum tipo de rede social mais forte."

Coordenado pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, da Presidência da República, o programa contará com a colaboração dos ministérios da Cultura, Educação, Saúde, Trabalho e Esportes.
 
Fonte: Agência Brasil

21 de agosto de 2012

1º Encontro de Hip Hop da Juventude Metalúrgica do ABC

Veja aqui como foi o evento que reuniu a juventude metalúrgica na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC no domingo (19).

Contracs realizou Encontro Nacional da Juventude

Evento reuniu jovens para debater estratégia e organização

Nos dias 16 e 17 de agosto, a Contracs – Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio e Serviços da CUT realizou o Encontro Nacional da Juventude, em Brasília. Ao todo, 42 jovens do ramo debateram sobre diversos temas que envolvem a organização e as estratégias da juventude trabalhadora.

Entre os participantes estavam entidades filiadas à Contracs da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Tocantins. 

Debates

A primeira mesa abordou o Estatuto da Juventude com o representante da Secretaria Nacional de Juventude do Governo Federal, Bruno Elias, que abordou os avanços e esforços da secretaria para melhorar o texto do Projeto de Lei 4529/2004 – Estatuto da Juventude, que estabelece direitos para a juventude brasileira. Elias ainda destacou a interlocução governamental junto os movimentos juvenis.

Já o secretário de juventude da CUT-DF, Douglas de Almeida Cunha - que também participou da primeira mesa – destacou os avanços do estatuto e a necessidade do envolvimento do movimento sindical para sua aprovação. Desta forma, Cunha orientou que todos os participantes dialoguem com os deputados federais de seus estados na busca da aprovação do Estatuto da Juventude.

A mesa de Empregabilidade e Desemprego Juvenil contou com a participação de Roberto González, coordenador de Trabalho, Renda e Educação da Diretoria de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (IPEA), que apresentou os dados do desemprego na juventude.

González explicou que para a juventude, os postos de trabalho são, em sua maioria, precários, com baixos salários, extensas jornadas e, por isso, tem uma grande rotatividade.

Já na mesa de Raça e Juventude, Júlia Reis, Secretária Nacional de Combate ao Racismo da CUT iniciou sua fala afirmando que o comércio ainda esconde atrás dos anúncios de “boa aparência” a discriminação racial e a exclusão dos negros/as . Júlia, ainda destacou o fato de que os trabalhadores negros ainda ganham salários menores do que os trabalhadores não negros.

O debate sobre Estratégias Sindicais para a Juventude contou com o Secretário Estadual de Juventude no Distrito Federal, Douglas de Almeida Cunha. Para ele, o debate desta temática deve ser permanente nas entidades sindicais, onde deve se incluir as estratégias necessárias para a inclusão dos jovens. Cunha destacou que os jovens trabalhadores devem ocupar cargos importantes nas entidades sindicais para que as políticas diferenciadas para os jovens possam ser pensadas.

Cunha explicou que a abordagem com os jovens tem que ser diferenciada, pois o modelo atual não atinge os jovens. Para o secretário, as redes sociais são uma ferramenta a mais de luta, mas ressalta que elas não solucionam o distanciamento.

O Encontro também debateu a Formação da CUT para a Juventude, com a participação do companheiro Adriano Soares, assessor da Secretaria Nacional de Formação da CUT,  explicando que a demanda da juventude foi organizada em três eixos sendo: Organização, Comunicação e Formação. Na formação, a juventude incluída como prioridade, está inserida na política de Formação de formadores, nos módulos do ORSB (Organização e representação Sindical de Base), nos cursos DPPAR (Desenvolvimento, Políticas Públicas e Ação sindical) e ainda nos cursos sobre negociação e contratação coletiva. 

No debate sobre as Redes Sociais, Alex Capuano, assessor da Secretaria Nacional de Comunicação da CUT, apresentou dados importantes sobre os detentores da mídia no Brasil, e a importância do movimento sindical se utilizar das redes sociais para as mobilizações. Coloca que devemos se utilizar das Tecnologias da Informação para se conquistar “mentes e corações”. Citou vários exemplos possíveis, como games ativistas, o uso do Youtube para transmitir ao vivo atividades, Rádios Web e em especial criar redes sociais próprias.
Conclusão

Por fim, os participantes se reuniram para elaborar estratégias e ações para a Secretaria da Juventude da CONTRACS/CUT, no qual levantaram a necessidade da realização de mais encontros do ramo e ainda a potencializar a comunicação da secretaria.

Fonte: Contracs

Secretário da Juventude da CUT/MG é eleito para Secretaria Geral do Conselho Municipal de Saúde em BH

Ederson Alves da Silva reafirma a bandeira da Central de defesa do SUS de qualidade para toda a população

O secretário da Juventude da CUT/MG, Ederson Alves da Silva, foi eleito para ocupar a Secretaria-Geral do Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte. Ele foi escolhido pelos conselheiros usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital mineira.

De acordo com Ederson Alves, a eleição demonstra a confiança dos usuários do SUS de BH e é fruto do trabalho da CUT/MG dentro do conselho. A Central tem como uma de suas bandeiras a defesa de um Sistema Único de Saúde de qualidade para toda a população.

Fonte: CUT-MG

13 de agosto de 2012

Por políticas públicas, jovens ocupam às ruas de São Paulo no Dia Internacional da Juventude

Ato da CUT-SP e dos movimentos sociais levantou bandeiras de luta como trabalho decente e acesso à educação 

O secretário de Juventude da CNM/CUT, Leandro Soares, participou do ato


A juventude da CUT-SP e dos movimentos sociais percorreram as ruas do centro paulistano na tarde desta sexta-feira (10) ao som da percussão do grupo Batukai, levantando bandeiras e reivindicando principalmente trabalho decente e acesso à educação no estado de São Paulo, entre outros direitos dos trabalhadores e trabalhadoras jovens.

O Dia Internacional da Juventude é oficialmente no dia 12 de agosto, mas na avaliação dos vários dirigentes sindicais e representantes dos movimentos juvenis não há o que comemorar no estado de São Paulo diante do sucateamento da educação, do transporte público e das políticas públicas.

 “A grande prioridade para a juventude é um trabalho decente, que atenda às necessidades dos jovens para que ele se sinta sujeito de direitos, que faça parte da sociedade, e possa se autossustentar. O trabalho tem que permitir que o jovem continue seus estudos porque não é possível abrir mão da educação”, afirmou Luciana Chagas, secretária de Juventude da CUT-SP.

Os participantes ressaltaram que os/as jovens estão entre as principais vítimas do emprego precário, muitas vezes sem direitos trabalhistas e enfrentando longas jornadas, como é o caso dos empregados na rede de fast food McDonald’s.

A dificuldade de acesso à educação pública de qualidade é outro grave problema que afeta a juventude, sem contar o desafio de conciliar trabalho, estudos e vida familiar. A ausência de políticas públicas para os/as jovens no governo estadual é unânime entre as lideranças, além do alerta para o aumento da criminalidade juvenil.

Para a secretária de Juventude da CUT-SP, “o governo não tem feito sua parte, não tem interesse e não vê a juventude como o futuro, haja vista o número de jovens que estão entrando na criminalidade. Estes jovens nada mais são do que vítimas do sistema no qual vivemos”, afirmou. “Não basta só a polícia chegar, abordar da forma agressiva como vem fazendo e violentando essa juventude. É preciso que o governo estadual tenha o olhar de um projeto social, de políticas públicas para que estes jovens sejam resgatados do mundo do crime”, critica a dirigente.

Preconceito x identidade juvenil– O preconceito da sociedade é outra questão que afeta os/as jovens – o preconceito racial, sexual e da própria identidade visual da juventude.

Paloma dos Santos, do Sindilimpeza e coordenadora de Juventude da CUT na Subsede Baixada Santista, destaca que os jovens trabalhadores e trabalhadores precisam ser mais respeitados e que merecem mais oportunidades de emprego. “O jovem está preparado, mas não tem oportunidade de trabalho, principalmente os negros, os homossexuais e os jovens deficientes físicos. O jovem quer emprego e não pensa só em drogas, em baladas, em violência. Os jovens são trabalhadores, eles fazem política, estudam e só querem oportunidade de trabalhar”, aponta a dirigente cutista.

Segundo Vitor Hugo Gomes, da União Paulista dos Estudantes Secundaristas, “estudar e trabalhar já é um grande problema aqui no estado de São Paulo porque as famílias não tem renda suficiente para se sustentar e isso obriga a começar a trabalhar cada vez mais cedo. Eu uso brinco alargador e há preconceito contra isso, o que prejudica muito o jovem que quer trabalhar”, relata o estudante.

Juventude é responsável pela renovação da sociedade

Durante o ato do Dia Internacional da Juventude, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, deixou claro que a Central tem prioridade na renovação do movimento sindical cutista. Ele afirmou que é preciso facilitar a entrada do jovem militante nas estruturas sindicais “para arejar os debates, trazer formulações diferentes das que existem porque o papel da juventude é trazer novidade e renovação”

Sobre o papel na sociedade, Freitas avalia que o Brasil não tem condição e nem espaço para o desenvolvimento da juventude. “Não há espaço para as questões da educação, da cultura, do lazer, do esporte. Não há espaços onde a juventude possa exercer sua criatividade e transformar isso em organização social”.

Freitas também chamou atenção para os perigos do conservadorismo. Ele afirmou que “o estado brasileiro está envelhecido hoje, está ‘careta’. A sociedade está muito preconceituosa e tomando traços muito conservadores. Cada vez que se debate temas que não são os tradicionais, em geral, o que acontece é um repúdio muito grande pela sociedade”

Outra preocupação apontada pelo dirigente é o afastamento da política. Segundo o presidente da CUT, “é vendida para a juventude a ideia de que a atuação individual resolve os problemas. A não participação em partidos políticos, em sindicatos, é um problema muito grande para nós porque não conseguimos ver renovação nestas estruturas. Os partidos e sindicatos são estruturas coletivas,  não são individuais, e têm que ter a participação da juventude”, ressaltou Freitas.

Fonte: CUT-SP

17 de julho de 2012

Rock dos Metalúrgicos reúne público de 2 mil pessoas

Mais de 2 mil pessoas prestigiaram, no último domingo (15), no Parque dos Espanhóis, na Vila Assis, em Sorocaba, o 7º Encontro de Bandas "Rock dos Metalúrgicos", realizado pelo Coletivo Juventude do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região

O secretário de Juventude da CNM/CUT, Leandro Soares na abertura do Show
Foram quase dez horas de rock n´roll, das mais variadas vertentes, com apresentação de sete bandas, todas elas formadas por pelo menos um integrante metalúrgico. "Essa é a primeira vez que o encontro é realizado fora da sede do Sindicato. Um evento muito positivo, porque é o trabalhador metalúrgico mostrando a sua cara e sua cultura para a sociedade", avaliou Silvio Luiz Ferreira da Silva, o Silvinho, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e região.


Foguinho
Nem o frio espantou o público que curtiu um domingo de rock
Nem mesmo a baixa temperatura espantou o público. "Acho muito legal esse espaço dado às bandas de rock. Infelizmente são poucos os espaços hoje que as bandas têm para se apresentar", comentou o estudante Isaac Estevão de Melo, 17 anos, que conferiu os shows com um grupo de amigos.

Em família
O metalúrgico Régis Vieira curtiu a apresentação das bandas em família. Ao lado da esposa, do sobrinho de 14 anos e da filha, de apenas 4 anos, ele contou que prestigia o Encontro todos os anos. "Eu fui a todos os anos [anteriores] na sede do Sindicato. Este ano [no Parque dos Espanhóis] está ainda melhor. Tudo muito organizado e muito tranquilo", avaliou o metalúrgico.

Vocalista da banda mais aguardada da noite, a Guns n Roses Brazil, considerada pela crítica como a melhor banda cover do Guns n Roses da América Latina, Nel Loki contou à Folha Metalúrgica que a banda paulista, fundada há 12 anos, já se apresentou em outras ocasiões em Sorocaba, em espaços que não existem mais. "Ainda bem que esse encontro volta a dar espaço às bandas de rock. Esperamos tocar todos os anos aqui. Os realizadores estão de parabéns pela iniciativa", comentou o músico.

Leandro Soares, secretário de Juventude da CNM/CUT levou a esposa Angela e a filha Ingrid no show de rock dos Metalúrgicos.

Foguinho

Leandro com sua Esposa Angela, e sua filhinha no show


O secretário de Juventude da CNM/CUT, Leandro Soares disse que estava surpreso com a presença de tantas pessoas , apesar do frio intenso. " Esse show de rock vai esquentar essa turma de metalúrgicos e metalúrgicas," afirmou o dirigente.

19 de junho de 2012

CUT na Rio+20: desafio é dialogar com jovens que ainda não participam da discussão

Em debate sobre juventude e sustentabilidade, Rosana aponta necessidade de repensar as formas de mobilização
Na manhã da terça-feira (12), o Museu Botânico do Rio de Janeiro abrigou o primeiro de um ciclo de debates preparatórios para os próximos dias da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Não por acaso, o primeiro encontro ocorreu justamente no dia da abertura da conferência e discutiu a relação entre juventude – maior grupo da sociedade civil presente no evento, com três mil pessoas – e sustentabilidade.

Representante da CUT, Rosana de Deus, deu início à sua intervenção afirmando que não é possível falar sobre sustentabilidade sem discutir a inserção dos jovens no mercado de trabalho. E defendeu que não há emprego verde sem trabalho decente.

Para exemplificar, ele cito o caso dos adolescentes que trabalham no corte da cana utilizada para produção do etanol. Ele lembrou que, apesar de se tratar de um combustível limpo, a situação degradante faz com que muitos precisem utilizar drogas para enfrentar o ritmo exaustivo.

Alcançar quem não conhece a luta

A dirigente comentou ainda um levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que afirma haver 2,6 milhões de empregos verdes no Brasil. Porém, lembra, apenas 6,7% são formalizados. “Sem formalização, portanto, sem direitos e proteção social não há emprego verde”, ressaltou.

Por fim, ela destacou que é preciso repensar a forma de se comunicar com os jovens, a partir de uma visão definida neste novo século e não desde velhas regras. “Primeiro, falta unidade nas pautas do movimento juvenil organizado porque há dificuldade em organizar aqueles que os problemas sociais não tem nada a ver com eles. Para mudar isso, precisamos também transformar a comunicação, a forma de dialogar não pode ser a mesma dos anos 1960. A opressão mudou, a pauta mudou. Devemos pensar, por exemplo, em como tratar a intervenção a partir das redes sociais e incluir no debate da Rio+20 quem não está aqui”, explicou.

Jovem é prioridade na Rio+20


Representante da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do ministério, Samira Crespo, citou que a juventude é considerada um ator fundamental no texto zero da Rio+20, ainda não concluído. O documento ainda trata da questão de empregos e há a tentativa de cravar o conceito de jovens em situação de vulnerabilidade, não só por conta das drogas, mas submetidos a guerras e guerrilhas. Iniciativa que tem o apoio do Brasil.

O consultor da Organização das Nações Unidas (ONU), João Scarpelini, lembrou dois pontos fundamentais que integram o documento da Conferência da Juventude, que acontece entre os dias 7 e 12: a criação de ouvidorias de futuras gerações, por meio da qual seria possível denunciar quando governo ou empresa viola direitos ambientais. E a definição de um fórum permanente de jovens na ONU, capaz de garantir a implementação de direitos, obstáculo dentro e fora do país.

“Sabemos que é preciso da voz aos jovens, mas agora também precisamos fazer valer o que elaboramos.”

Mesma preocupação tem o representante da Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade (Rejuma), Thiago Moraes.

“Temos parceiros no Ministério do Meio Ambiente, mas talvez sejam parceiros porque entende a lacuna que existe sobre o tema no governo brasileiro.”

Efetivar o que já foi discutido

Às vésperas de mais uma Conferência Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, ele acredita que, mais até do que levantar propostas, o momento é de colocar em prática. “A gente precisa também que essa participação se efetive.”

Ideia semelhante defende a coordenadora nacional da Pastoral da Juventude, Paula Grassi.

“Não basta tomada de consciência, é preciso também um processo de ações para que exista mudança.”

Da mesma forma que Thiago Moraes, ela também defendeu que a aplicação efetiva de um modelo de desenvolvimento sustentável passa pela transformação do modelo vigente. “Capitalismo e sustentabilidade são incompatíveis. Economia verde é capitalismo pintado, mas continua a visar lucros e tirar nossos direitos”, definiu.

Fonte: CUT

1 de junho de 2012

OIT: 20,9 milhões de pessoas no mundo são vítimas de trabalho forçado

Estudo da Organização Internacional do Trabalho mostra que cerca de três em cada mil pessoas em todo o mundo são vítimas dessa prática

Cerca de três em cada mil pessoas em todo o mundo são vítimas de trabalho forçado, segundo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado hoje (1º). O número total de pessoas presas em empregos que lhes foram impostos por meio de coação ou de engano chega a 20,9 milhões. Nessas situações também podem ser incluídos o tráfico de seres humanos ou práticas análogas à escravidão. O último relatório da organização sobre o assunto foi divulgado em 2005.

“O tráfico de seres humanos também pode ser considerado trabalho forçado e, assim, essa estimativa capta o tráfico de seres humanos para exploração laboral e sexual ou o que alguns chamam de escravidão moderna”, diz o estudo.

De acordo com o levantamento, mulheres e meninas representam 55% (11,4 milhões) do total de trabalhadores forçados, enquanto homens e meninos representam 9,5 milhões (45%). Além disso, os adultos são mais afetados do que as crianças, pois 74% (15,4 milhões) das vítimas são maiores de 18 anos e 26% (5,5 milhões) estão abaixo dessa faixa etária.

A região da Ásia e do Pacífico apresenta o número mais alto de trabalhadores forçados no mundo, 11,7 milhões (56%). A África vem em seguida, com 3,7 milhões (18%), e a América Latina, com 1,8 milhão de vítimas (9%). Nos países da Europa Central e do Leste Europeu são registrados 1,6 milhão (7%) de pessoas trabalhando de forma forçada. Nas economias desenvolvidas e na União Europeia há 1,5 milhão (7%) de trabalhadores forçados, enquanto no Oriente Médio, o número de vítimas é estimado em 600 mil (3%).

O estudo mostra ainda que 90% dos trabalhadores (18,7 milhões) são explorados na economia privada, por indivíduos ou empresas. Desses, 4,5 milhões (22%) são vítimas de exploração sexual forçada e 14,2 milhões (68%) são forçados em atividades econômicas como agricultura, construção civil, trabalho doméstico ou industrial.

Além disso, 2,2 milhões (10%) são vítimas de trabalho forçado imposto pelo Estado, como por exemplo, nas prisões, o que viola as normas da OIT, ou imposto por forças armadas rebeldes ou exércitos nacionais.

O documento também apresenta a relação entre migração e trabalho forçado. Há 9,1 milhões de vítimas (44%) que estão presas no trabalho forçado após um processo migratório, ou seja, o deslocamento dentro de seus países ou para o exterior. A maioria dessas pessoas, 11,8 milhões (56%), está submetida a trabalho forçado em seus países de origem ou residência.

Os deslocamentos entre fronteiras estão estreitamente vinculados à exploração para fins sexuais. Em contrapartida, a maioria dos trabalhadores forçados em atividades econômicas e quase todos os que são vítimas de trabalho forçado imposto pelo Estado não se afastaram de suas áreas de origem”, mostra o estudo.

Fonte: Agência Brasil