21 de agosto de 2012

Secretário da Juventude da CUT/MG é eleito para Secretaria Geral do Conselho Municipal de Saúde em BH

Ederson Alves da Silva reafirma a bandeira da Central de defesa do SUS de qualidade para toda a população

O secretário da Juventude da CUT/MG, Ederson Alves da Silva, foi eleito para ocupar a Secretaria-Geral do Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte. Ele foi escolhido pelos conselheiros usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) na capital mineira.

De acordo com Ederson Alves, a eleição demonstra a confiança dos usuários do SUS de BH e é fruto do trabalho da CUT/MG dentro do conselho. A Central tem como uma de suas bandeiras a defesa de um Sistema Único de Saúde de qualidade para toda a população.

Fonte: CUT-MG

13 de agosto de 2012

Por políticas públicas, jovens ocupam às ruas de São Paulo no Dia Internacional da Juventude

Ato da CUT-SP e dos movimentos sociais levantou bandeiras de luta como trabalho decente e acesso à educação 

O secretário de Juventude da CNM/CUT, Leandro Soares, participou do ato


A juventude da CUT-SP e dos movimentos sociais percorreram as ruas do centro paulistano na tarde desta sexta-feira (10) ao som da percussão do grupo Batukai, levantando bandeiras e reivindicando principalmente trabalho decente e acesso à educação no estado de São Paulo, entre outros direitos dos trabalhadores e trabalhadoras jovens.

O Dia Internacional da Juventude é oficialmente no dia 12 de agosto, mas na avaliação dos vários dirigentes sindicais e representantes dos movimentos juvenis não há o que comemorar no estado de São Paulo diante do sucateamento da educação, do transporte público e das políticas públicas.

 “A grande prioridade para a juventude é um trabalho decente, que atenda às necessidades dos jovens para que ele se sinta sujeito de direitos, que faça parte da sociedade, e possa se autossustentar. O trabalho tem que permitir que o jovem continue seus estudos porque não é possível abrir mão da educação”, afirmou Luciana Chagas, secretária de Juventude da CUT-SP.

Os participantes ressaltaram que os/as jovens estão entre as principais vítimas do emprego precário, muitas vezes sem direitos trabalhistas e enfrentando longas jornadas, como é o caso dos empregados na rede de fast food McDonald’s.

A dificuldade de acesso à educação pública de qualidade é outro grave problema que afeta a juventude, sem contar o desafio de conciliar trabalho, estudos e vida familiar. A ausência de políticas públicas para os/as jovens no governo estadual é unânime entre as lideranças, além do alerta para o aumento da criminalidade juvenil.

Para a secretária de Juventude da CUT-SP, “o governo não tem feito sua parte, não tem interesse e não vê a juventude como o futuro, haja vista o número de jovens que estão entrando na criminalidade. Estes jovens nada mais são do que vítimas do sistema no qual vivemos”, afirmou. “Não basta só a polícia chegar, abordar da forma agressiva como vem fazendo e violentando essa juventude. É preciso que o governo estadual tenha o olhar de um projeto social, de políticas públicas para que estes jovens sejam resgatados do mundo do crime”, critica a dirigente.

Preconceito x identidade juvenil– O preconceito da sociedade é outra questão que afeta os/as jovens – o preconceito racial, sexual e da própria identidade visual da juventude.

Paloma dos Santos, do Sindilimpeza e coordenadora de Juventude da CUT na Subsede Baixada Santista, destaca que os jovens trabalhadores e trabalhadores precisam ser mais respeitados e que merecem mais oportunidades de emprego. “O jovem está preparado, mas não tem oportunidade de trabalho, principalmente os negros, os homossexuais e os jovens deficientes físicos. O jovem quer emprego e não pensa só em drogas, em baladas, em violência. Os jovens são trabalhadores, eles fazem política, estudam e só querem oportunidade de trabalhar”, aponta a dirigente cutista.

Segundo Vitor Hugo Gomes, da União Paulista dos Estudantes Secundaristas, “estudar e trabalhar já é um grande problema aqui no estado de São Paulo porque as famílias não tem renda suficiente para se sustentar e isso obriga a começar a trabalhar cada vez mais cedo. Eu uso brinco alargador e há preconceito contra isso, o que prejudica muito o jovem que quer trabalhar”, relata o estudante.

Juventude é responsável pela renovação da sociedade

Durante o ato do Dia Internacional da Juventude, o presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, deixou claro que a Central tem prioridade na renovação do movimento sindical cutista. Ele afirmou que é preciso facilitar a entrada do jovem militante nas estruturas sindicais “para arejar os debates, trazer formulações diferentes das que existem porque o papel da juventude é trazer novidade e renovação”

Sobre o papel na sociedade, Freitas avalia que o Brasil não tem condição e nem espaço para o desenvolvimento da juventude. “Não há espaço para as questões da educação, da cultura, do lazer, do esporte. Não há espaços onde a juventude possa exercer sua criatividade e transformar isso em organização social”.

Freitas também chamou atenção para os perigos do conservadorismo. Ele afirmou que “o estado brasileiro está envelhecido hoje, está ‘careta’. A sociedade está muito preconceituosa e tomando traços muito conservadores. Cada vez que se debate temas que não são os tradicionais, em geral, o que acontece é um repúdio muito grande pela sociedade”

Outra preocupação apontada pelo dirigente é o afastamento da política. Segundo o presidente da CUT, “é vendida para a juventude a ideia de que a atuação individual resolve os problemas. A não participação em partidos políticos, em sindicatos, é um problema muito grande para nós porque não conseguimos ver renovação nestas estruturas. Os partidos e sindicatos são estruturas coletivas,  não são individuais, e têm que ter a participação da juventude”, ressaltou Freitas.

Fonte: CUT-SP

17 de julho de 2012

Rock dos Metalúrgicos reúne público de 2 mil pessoas

Mais de 2 mil pessoas prestigiaram, no último domingo (15), no Parque dos Espanhóis, na Vila Assis, em Sorocaba, o 7º Encontro de Bandas "Rock dos Metalúrgicos", realizado pelo Coletivo Juventude do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região

O secretário de Juventude da CNM/CUT, Leandro Soares na abertura do Show
Foram quase dez horas de rock n´roll, das mais variadas vertentes, com apresentação de sete bandas, todas elas formadas por pelo menos um integrante metalúrgico. "Essa é a primeira vez que o encontro é realizado fora da sede do Sindicato. Um evento muito positivo, porque é o trabalhador metalúrgico mostrando a sua cara e sua cultura para a sociedade", avaliou Silvio Luiz Ferreira da Silva, o Silvinho, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e região.


Foguinho
Nem o frio espantou o público que curtiu um domingo de rock
Nem mesmo a baixa temperatura espantou o público. "Acho muito legal esse espaço dado às bandas de rock. Infelizmente são poucos os espaços hoje que as bandas têm para se apresentar", comentou o estudante Isaac Estevão de Melo, 17 anos, que conferiu os shows com um grupo de amigos.

Em família
O metalúrgico Régis Vieira curtiu a apresentação das bandas em família. Ao lado da esposa, do sobrinho de 14 anos e da filha, de apenas 4 anos, ele contou que prestigia o Encontro todos os anos. "Eu fui a todos os anos [anteriores] na sede do Sindicato. Este ano [no Parque dos Espanhóis] está ainda melhor. Tudo muito organizado e muito tranquilo", avaliou o metalúrgico.

Vocalista da banda mais aguardada da noite, a Guns n Roses Brazil, considerada pela crítica como a melhor banda cover do Guns n Roses da América Latina, Nel Loki contou à Folha Metalúrgica que a banda paulista, fundada há 12 anos, já se apresentou em outras ocasiões em Sorocaba, em espaços que não existem mais. "Ainda bem que esse encontro volta a dar espaço às bandas de rock. Esperamos tocar todos os anos aqui. Os realizadores estão de parabéns pela iniciativa", comentou o músico.

Leandro Soares, secretário de Juventude da CNM/CUT levou a esposa Angela e a filha Ingrid no show de rock dos Metalúrgicos.

Foguinho

Leandro com sua Esposa Angela, e sua filhinha no show


O secretário de Juventude da CNM/CUT, Leandro Soares disse que estava surpreso com a presença de tantas pessoas , apesar do frio intenso. " Esse show de rock vai esquentar essa turma de metalúrgicos e metalúrgicas," afirmou o dirigente.

19 de junho de 2012

CUT na Rio+20: desafio é dialogar com jovens que ainda não participam da discussão

Em debate sobre juventude e sustentabilidade, Rosana aponta necessidade de repensar as formas de mobilização
Na manhã da terça-feira (12), o Museu Botânico do Rio de Janeiro abrigou o primeiro de um ciclo de debates preparatórios para os próximos dias da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20).

Não por acaso, o primeiro encontro ocorreu justamente no dia da abertura da conferência e discutiu a relação entre juventude – maior grupo da sociedade civil presente no evento, com três mil pessoas – e sustentabilidade.

Representante da CUT, Rosana de Deus, deu início à sua intervenção afirmando que não é possível falar sobre sustentabilidade sem discutir a inserção dos jovens no mercado de trabalho. E defendeu que não há emprego verde sem trabalho decente.

Para exemplificar, ele cito o caso dos adolescentes que trabalham no corte da cana utilizada para produção do etanol. Ele lembrou que, apesar de se tratar de um combustível limpo, a situação degradante faz com que muitos precisem utilizar drogas para enfrentar o ritmo exaustivo.

Alcançar quem não conhece a luta

A dirigente comentou ainda um levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que afirma haver 2,6 milhões de empregos verdes no Brasil. Porém, lembra, apenas 6,7% são formalizados. “Sem formalização, portanto, sem direitos e proteção social não há emprego verde”, ressaltou.

Por fim, ela destacou que é preciso repensar a forma de se comunicar com os jovens, a partir de uma visão definida neste novo século e não desde velhas regras. “Primeiro, falta unidade nas pautas do movimento juvenil organizado porque há dificuldade em organizar aqueles que os problemas sociais não tem nada a ver com eles. Para mudar isso, precisamos também transformar a comunicação, a forma de dialogar não pode ser a mesma dos anos 1960. A opressão mudou, a pauta mudou. Devemos pensar, por exemplo, em como tratar a intervenção a partir das redes sociais e incluir no debate da Rio+20 quem não está aqui”, explicou.

Jovem é prioridade na Rio+20


Representante da ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, a secretária de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental do ministério, Samira Crespo, citou que a juventude é considerada um ator fundamental no texto zero da Rio+20, ainda não concluído. O documento ainda trata da questão de empregos e há a tentativa de cravar o conceito de jovens em situação de vulnerabilidade, não só por conta das drogas, mas submetidos a guerras e guerrilhas. Iniciativa que tem o apoio do Brasil.

O consultor da Organização das Nações Unidas (ONU), João Scarpelini, lembrou dois pontos fundamentais que integram o documento da Conferência da Juventude, que acontece entre os dias 7 e 12: a criação de ouvidorias de futuras gerações, por meio da qual seria possível denunciar quando governo ou empresa viola direitos ambientais. E a definição de um fórum permanente de jovens na ONU, capaz de garantir a implementação de direitos, obstáculo dentro e fora do país.

“Sabemos que é preciso da voz aos jovens, mas agora também precisamos fazer valer o que elaboramos.”

Mesma preocupação tem o representante da Rede da Juventude pelo Meio Ambiente e Sustentabilidade (Rejuma), Thiago Moraes.

“Temos parceiros no Ministério do Meio Ambiente, mas talvez sejam parceiros porque entende a lacuna que existe sobre o tema no governo brasileiro.”

Efetivar o que já foi discutido

Às vésperas de mais uma Conferência Infanto-Juvenil pelo Meio Ambiente, ele acredita que, mais até do que levantar propostas, o momento é de colocar em prática. “A gente precisa também que essa participação se efetive.”

Ideia semelhante defende a coordenadora nacional da Pastoral da Juventude, Paula Grassi.

“Não basta tomada de consciência, é preciso também um processo de ações para que exista mudança.”

Da mesma forma que Thiago Moraes, ela também defendeu que a aplicação efetiva de um modelo de desenvolvimento sustentável passa pela transformação do modelo vigente. “Capitalismo e sustentabilidade são incompatíveis. Economia verde é capitalismo pintado, mas continua a visar lucros e tirar nossos direitos”, definiu.

Fonte: CUT

1 de junho de 2012

OIT: 20,9 milhões de pessoas no mundo são vítimas de trabalho forçado

Estudo da Organização Internacional do Trabalho mostra que cerca de três em cada mil pessoas em todo o mundo são vítimas dessa prática

Cerca de três em cada mil pessoas em todo o mundo são vítimas de trabalho forçado, segundo estudo da Organização Internacional do Trabalho (OIT) divulgado hoje (1º). O número total de pessoas presas em empregos que lhes foram impostos por meio de coação ou de engano chega a 20,9 milhões. Nessas situações também podem ser incluídos o tráfico de seres humanos ou práticas análogas à escravidão. O último relatório da organização sobre o assunto foi divulgado em 2005.

“O tráfico de seres humanos também pode ser considerado trabalho forçado e, assim, essa estimativa capta o tráfico de seres humanos para exploração laboral e sexual ou o que alguns chamam de escravidão moderna”, diz o estudo.

De acordo com o levantamento, mulheres e meninas representam 55% (11,4 milhões) do total de trabalhadores forçados, enquanto homens e meninos representam 9,5 milhões (45%). Além disso, os adultos são mais afetados do que as crianças, pois 74% (15,4 milhões) das vítimas são maiores de 18 anos e 26% (5,5 milhões) estão abaixo dessa faixa etária.

A região da Ásia e do Pacífico apresenta o número mais alto de trabalhadores forçados no mundo, 11,7 milhões (56%). A África vem em seguida, com 3,7 milhões (18%), e a América Latina, com 1,8 milhão de vítimas (9%). Nos países da Europa Central e do Leste Europeu são registrados 1,6 milhão (7%) de pessoas trabalhando de forma forçada. Nas economias desenvolvidas e na União Europeia há 1,5 milhão (7%) de trabalhadores forçados, enquanto no Oriente Médio, o número de vítimas é estimado em 600 mil (3%).

O estudo mostra ainda que 90% dos trabalhadores (18,7 milhões) são explorados na economia privada, por indivíduos ou empresas. Desses, 4,5 milhões (22%) são vítimas de exploração sexual forçada e 14,2 milhões (68%) são forçados em atividades econômicas como agricultura, construção civil, trabalho doméstico ou industrial.

Além disso, 2,2 milhões (10%) são vítimas de trabalho forçado imposto pelo Estado, como por exemplo, nas prisões, o que viola as normas da OIT, ou imposto por forças armadas rebeldes ou exércitos nacionais.

O documento também apresenta a relação entre migração e trabalho forçado. Há 9,1 milhões de vítimas (44%) que estão presas no trabalho forçado após um processo migratório, ou seja, o deslocamento dentro de seus países ou para o exterior. A maioria dessas pessoas, 11,8 milhões (56%), está submetida a trabalho forçado em seus países de origem ou residência.

Os deslocamentos entre fronteiras estão estreitamente vinculados à exploração para fins sexuais. Em contrapartida, a maioria dos trabalhadores forçados em atividades econômicas e quase todos os que são vítimas de trabalho forçado imposto pelo Estado não se afastaram de suas áreas de origem”, mostra o estudo.

Fonte: Agência Brasil

31 de maio de 2012

Empregos verdes e a luta da CUT por Trabalho Decente para a juventude

Por Rosana Sousa, secretária nacional de Juventude da CUT
 
A Central Única dos Trabalhadores (CUT Brasil) compreende que o desenvolvimento deve abarcar a sustentabilidade política, econômica, ambiental e social com o Estado assumindo papel de indução desse processo, segundo princípios democráticos, com garantia de direitos, especialmente a liberdade de organização e o emprego formal de qualidade.

O conceito de “desenvolvimento sustentável” representou importante conquista política da Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento: a Rio92. Nessa ocasião, foi consolidado o entendimento de que o tratamento dado às questões ambientais não poderia avançar sem que, conjuntamente, fossem considerados os aspectos sociais e econômicos envolvidos na promoção da sustentabilidade.

A Rio+20 realizada em junho próximo, será o momento de avaliar a implementação das recomendações das Conferências anteriores e identificar questões novas, além de tratar de dois temas específicos “uma economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza” e o “quadro institucional para o desenvolvimento sustentável”. A Juventude da CUT irá combater a ideia de uma economia verde que mercantiliza a natureza, produzindo saídas à crise ambiental pela via do mercado.

Iremos intervir em três temas centrais, em conjunto com a CSA: a) taxações e fiscalização ambiental, a exemplo da implementação da taxação de transações financeiras; b) proteção social como modo de diminuir a vulnerabilidade das comunidades e de seus trabalhadores e trabalhadoras; e c) a criação de empregos verdes e decentes.

Incluiremos nessas lutas, as ações pela implementação do Plano Nacional de Educação, garantindo a destinação de 50% dos recursos do pré-sal para a educação, abarcando inclusive a educação ambiental.

No que se refere ao tema da economia verde – que terá bastante destaque nos debates da Conferência – é fundamental que antes de iniciarmos qualquer discussão definidora, façamos um real e sincero balanço do que ocorreu desde a Rio92. Colocar sobre a mesa outra proposta sem avaliar o que foi anteriormente proposto significaria ignorar os compromissos anteriores não cumpridos.

Nos documentos-base divulgados pelas Nações Unidas para subsidiar a discussão para a Conferência Rio + 20, conhecido por rascunho zero, o termo Economia Verde aparece diversas vezes, sem, todavia, ter em concreto o seu conceito, suas formas de implementação e de financiamento. Trata-se de um “conceito vazio” que pode ser interpretado de diferentes formas pelos distintos países e atores (movimentos sociais, entidades de classes, empresas etc.), que abre espaço para o livre comércio, para a financeirização do clima e mercantilização dos bens comuns.

É com a formulação definida no Seminário Internacional realizado pela CUT em conjunto com a CSA, em novembro de 2011, que influenciaremos esse debate: “Questionamos, por ser insuficiente, a ideia de propor, 20 anos depois da Eco 92, que este debate se realize em torno da ideia de “economia verde”. Chamamos pela recuperação da noção de desenvolvimento lançada na Eco 92 agregando a ela explicitamente a denominação de “ambiental e socialmente” sustentável, pois assim a demanda da inclusão social com redução dos riscos ambientais e da escassez ecológica se transformarão nas prioridades claras para a estratégia de avanço social de nossos países”.

Nossa proposta é, articulando o movimento sindical internacional, em especial, da América Latina, e os movimentos sociais, combater a ideia de uma economia verde que mercantiliza a natureza, produzindo saídas à crise ambiental pela via do mercado e garantir uma estratégia de longo prazo capaz de oferecer novas respostas aos desafios econômicos, sociais, ambientais, energéticos e políticos do mundo moderno, por meio de acordos que possibilitem ações para um novo padrão de produção e consumo sustentáveis.

Tal direcionamento político deve ser acompanhado por uma forte pressão para a manutenção e criação de novos postos de “trabalhos verdes”. Esta iniciativa, sob nossa visão, configura-se como uma importante estratégia para estruturar toda a política de Desenvolvimento Sustentável e Transição Justa. Contudo, diferentemente de outras “versões rebaixadas”, não existe emprego verde sem que estejam garantidos todos os aspectos do conceito de trabalho decente.

De acordo com a OIT o conceito de empregos verdes são os “postos de trabalho decente em atividades econômicas que contribuem significativamente par reduzir emissões de carbono ou para melhorar/conservar a qualidade ambiental.” Desta maneira, os empregos verdes podem ser uma alternativa para combater a crise econômica, aliada com a redução de emissão de carbono. Portanto, devem estar integrados a fatores econômicos, ambientais e sociais, para que se possa atingir a sustentabilidade.

Os postos de emprego verde precisam ser postos de trabalho decente, com componente associados a benefícios que conciliem proteção ao meio ambiente, justiça distributiva e auxiliem na construção de uma economia de baixo carbono.

O estudo da OIT “Empregos Verdes no Brasil: quantos são, onde estão e como evoluirão nos próximos anos” de 2009, identifica em nosso país a existência de 2.653.059 empregos verdes, que representam 6,73% do total de empregos formais existentes.

Estão assim distribuídos:

- Produção e manejo florestal: 139.768

- Geração e distribuição de energias renováveis: 547.569

- Saneamento, gestão de resíduos e de riscos ambientais: 303.210

- Manutenção, reparação e recuperação de produtos e materiais: 435.737

- Transportes coletivos e alternativos ao rodoviário e aeroviário: 797.249

- Telecomunicações e tele atendimento: 429.526

Sabemos que a juventude, seja no Brasil, nas Américas, ou ao redor do mundo, têm duas características fundamentais de inserção no mercado de trabalho: a condição de desemprego e a precarização (informalidade, empregos não decentes, alta rotatividade).

Análises da OIT sobre o desemprego juvenil nos países da América Latina demonstram que, embora necessário, o crescimento econômico não resolve por si o problema do desemprego entre os/as jovens. Da mesma maneira, a criação de “empregos verdes” somente poderá trazer aspectos positivos para a juventude trabalhadora se de fato tiverem condições de trabalho decente.

Conforme já mencionado, grande parte dos chamados empregos verdes estão sob a forma de empregos de telecomunicações e tele atendimento. Muitos destes postos de trabalho, senão a quase totalidade destes, têm jornadas de trabalho elevadíssimas, baixos salários, alta rotatividade, fortes impactos negativos na saúde dos trabalhadores, e, empregam muitos jovens. Não é este tipo de geração de emprego que nós da Juventude da CUT Brasil defendemos.

Defendemos a necessidade da mudança do padrão de desenvolvimento atual para um desenvolvimento no qual a sustentabilidade humana e ambiental estejam asseguradas. O desenvolvimento sustentável somente será possível se garantir trabalho decente para a juventude.

No Brasil, construímos uma experiência inédita da Agenda Nacional de Trabalho decente para a juventude. Um passo importante para formular propostas e ações de políticas públicas para jovens e para inserção desse segmento nas negociações coletivas dos sindicatos.

Defendemos a criação de empregos verdes para a juventude incluída em uma estratégia de promoção de trabalho decente para a juventude, que considere a heterogeneidade e as desigualdades que marcam a juventude, especialmente por conta das dimensões de gênero, sexo, raça, classe social e que considere os e as jovens como sujeitos de direitos.

15 de maio de 2012

Jovens trabalhadores sofrem com assédio moral e dupla jornada, mostram pesquisas

Enfrentar o cotidiano de trabalho e estudos e sofrer assédio moral são problemas que afetam os trabalhadores desde a juventude, indicam duas pesquisas realizadas por alunas de mestrado da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (FSP). Em um dos estudos, a psicóloga Samantha Lemos Turte procurou identificar se trabalhadores jovens sabem reconhecer violência psicológica no cotidiano de trabalho. No decorrer das entrevistas com 40 adolescentes com idade inferior a 18 anos, residentes na zona sul da capital paulista, a especialista detectou situações que podem ser entendidas como violência psicológica. A pesquisa foi feita em 2009 e 2010.

Entre os abusos relatados pelos adolescentes estavam desde constrangimentos provocados por outros funcionários da empresa até a atuação em funções para as quais não foram contratados. Também chamou atenção a banalização das más condições de trabalho a que jovens e adultos estão submetidos. Segundo ela, é comum ouvir que trabalhar é ruim e difícil. Essa mentalidade faz perder a noção de que a promoção da saúde mental deve ser estendida ao ambiente profissional. “Naturalizamos problemas do trabalho e irradiamos na nossa vida pessoal”, afirmou a pesquisadora.

Inicialmente os jovens não sabiam reconhecer se haviam sido vítimas de violência psicológica. Mas, ao serem informados da definição do termo, compararam a situação ao bullying, prática de agressão comum entre crianças na idade escolar. Jovens com noção sobre o que é assédio moral demonstraram ter mais segurança em defender-se da prática e reclamar por seus direitos.

Peso duplo
 
A influência da dupla jornada na vida dos jovens trabalhadores foi tema da pesquisa da psicóloga Andréa Aparecida da Luz, também da FSP/USP. A pesquisadora entrevistou 40 adolescentes entre 14 e 20 anos, da zona sul da capital paulista, inscritos em uma ONG que prepara jovens para atuar em empresas parceiras.

O estudo realizado entre 2008 e 2010 identificou alterações na vida e na saúde de adolescentes aprendizes, como perda ou ganho excessivo de peso, sonolência e, principalmente, diminuição da capacidade de manter a atenção e queda no desempenho escolar. Todos os jovens trabalhavam há pelo menos seis meses, no turno diurno, e eram expostos a uma jornada de trabalho de 40 horas semanais, além da dedicação aos estudos no período noturno.

Durante as entrevistas, Andrea ouviu relatos de abusos no trabalho, como cumprir as mesmas metas e cotas de funcionários com capacitação técnica, ou substituir cargos de chefia na ausência de supervisores. Dos 40 jovens que participaram da pesquisa, apenas um descreveu ter recebido treinamento específico para a função que exercia.

Apesar das dificuldades, a maior parte dos adolescentes não pensava em deixar o emprego, principalmente por desejarem custear um curso universitário. Alguns adolescentes eram responsáveis por 65% da renda familiar. Ela também percebeu motivações dos jovens trabalhadores relacionadas ao ganho de status e poder de consumo. Mas questiona: “a que preço?”.

26 de abril de 2012

Juventude CUTista debate imposto sindical em encontro

O plebiscito sobre o fim do imposto sindical é um dos temas do encontro da Juventude CUTista, que acontece em São Paulo

Divulgação
Secretário de Juventude da CNM/CUT, Leandro Soares, que participa do encontro

A Juventude da CNM/CUT esteve presente na reunião do Coletivo Nacional de Juventude da CUT, que começou na segunda-feira (23) e seguiu até a quarta (25). A reunião do coletivo aconteceu em São Paulo, no Hotel Braston, Centro.

A Juventude Cutista está debatendo questões que envolvem não apenas a categoria de trabalhadores, mas a sociedade em geral. A aprovação do Estatuto da Juventude, ainda neste ano, é uma das metas do Coletivo. Ala conservadora no Senado quer inviabilizar votação, mas movimentos prometem intensificar agenda de mobilizações.

O secretário de Juventude da CNM/CUT, Leandro Soares, que participa do encontro, disse que é fundamental a firme atuação da juventude nas políticas públicas. “Estamos reinteirando o papel do Estado nas políticas de juventude, para que amplie a proteção social à imensa massa juvenil, e que esses jovens possam concluir sua formação acadêmica ou técnico científico antes de entrar no mercado de trabalho. É preciso medidas de proteção para evitar a exploração do trabalho juvenil,” informou o dirigente.

Juventude na luta pelos direitos

Após uma série de conquistas e avanços implementados no último período, onde as demandas dos/as jovens foram colocadas na agenda prioritária, a juventude brasileira possui um grande desafio neste primeiro mandato do governo Dilma: manter as conquistas e seguir avançando na consolidação de novos direitos.

Uma das batalhas que está sendo travada dentro do Congresso Nacional é pela aprovação do Estatuto da Juventude ainda neste ano. Apesar de elaborado em 2003, o Estatuto só ganhou corpo um ano depois com a realização da I Conferência Nacional da Juventude, onde o documento final com as diretrizes elaboradas pelos delegados subsidiou a construção da atual proposta.

Aprovado pela Câmara Federal e pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o Estatuto precisa passar ainda por três comissões para depois ir à votação no Plenário. Porém há um movimento articulado pela ala mais conservadora com o intuito de inviabilizar a sua votação neste ano, engavetando-o em alguma Comissão do Senado. “Querem jogar o Estatuto para Comissões que nada tem haver como o tema, como a do Meio Ambiente e Defesa do Consumidor, com o claro propósito de emperrar a votação”, alerta Jefferson Lima, secretário de Juventude do PT.

“A PEC da Juventude, com a inserção dos jovens na Constituição Federal, foi uma vitória significativa, mas aprovação do Estatuto é essencial para a consolidação dos direitos e políticas públicas que ampliarão os marcos legais da juventude brasileira. Infelizmente, a correlação de forças no Senado nos desfavorece, mas estamos certos que com a união e o diálogo entre os diversos movimentos, seja pressionando cada deputado em seu Estado, seja mobilizando suas bases ou articulando debates nas redes sociais, será um diferencial para rompermos com o discurso retrógado e conservador dentro do Senado Federal”, complementa.

O Estatuto considera jovem aqueles com idade entre 15 e 29 anos. Há no Projeto algumas propostas polêmicas. O texto garante, por exemplo, o benefício de meia entrada (40% dos ingressos em eventos particulares e 50% em eventos públicos ou com financiamento público) apenas aos jovens estudantes com a carteirinha da UNE (União Nacional dos Estudantes) ou da Ubes (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas) ou para aqueles que recebem o benefício do Bolsa Família.

A juventude da CUT, do PT e de outros segmentos entende que é um retrocesso limitar o direito a meia entrada apenas aos jovens estudantes ou com direito ao Bolsa Família. “Este é um direito que deve ser garantido a todos e todas, contemplando a diversidade, sem distinção. Se o Estatuto for aprovado com esta redação vamos entrar para história: seremos aqueles que retiraram direitos”, lamenta Jefferson.

A aprovação do Estatuto ainda neste ano será um dos eixos prioritários na nova gestão do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve) cuja eleição ocorreu no último dia 12 de abril. A CUT foi a única central eleita com cadeira cheia (titularidade e suplência), sendo que as outras centrais terão que fazer um processo de revezamento. Além disso, nossa Central conseguiu eleger entidades que compõem o Coletivo Nacional de Juventude: CNTE, Contag e Fetraf.

“A eleição demonstrou o acerto da juventude da CUT que saiu ainda mais fortalecida, consolidando-se como referencia política para a juventude brasileira. Agora, devemos pressionar o governo a implementar as resoluções da 2ª Conferência Nacional de Juventude avançando em direitos para toda juventude, em especial, na implementação da Agenda Nacional de Trabalho Decente”, declara Rosana Sousa, secretária Nacional de Juventude da CUT.

A implementação da Agenda Nacional também compõem um dos marcos legais garantidos no Estatuto. Outro ponto importante para o próximo período será a realização da I Conferência Nacional do Trabalho Decente marcada para os dias 08 a 11 de agosto de 2012. Segundo informações da Fundacentro, os grupos mais vulneráveis aos acidentes de trabalho – e que sofre grande impacto social – são as crianças, os adolescentes e os empregados terceirizados. Portanto, discutir trabalho decente e educação para os/as jovens é mais do que necessário e urgente.

Rio+20
A Conferência das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável (Rio+20) acontecerá entre os dias 15 e 22 de junho deste ano, no Rio de Janeiro, e debaterá entre outros temas: a economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e a estrutura a governança institucional para o desenvolvimento sustentável.

Paralela à Conferência ocorrerá a Cúpula dos Povos organizada por movimentos e organizações nacionais e internacionais entre os dias 14 e 23 de junho. Para a juventude da CUT esta é uma oportunidade de apresentar e fortalecer as questões do mundo do trabalho e para articulação de uma Agenda de Juventude e Desenvolvimento Sustentável com o ajuste de políticas de promoção da emancipação da juventude e a busca por nova governança pela sustentabilidade.

Não serão apenas estas duas atividades que irão compor o processo da Conferência. Outras atividades deverão ser realizadas e contarão com a mobilização da juventude CUTista: Assembleia Sindical organizada pela CSI, Encontro da Juventude e Educação para a Sustentabilidade (atividade em conjunto com o MEC e SNJ), Arena Social (Espaço Conjuve e SNJ), Cupula dos Povos e a própria Rio+20.

Além destas prioridades haverá uma série de outros espaços e processos como Congresso Mundial da Juventude, Conferência Youth Blast, Diálogos Sociais e Agenda do Ministério do Meio Ambiente.

Agenda nacional implantada pelo governo

Representando a Secretaria Nacional de Juventude, com a companheira Severine Macedo atualmente à frente da pasta, Divaneide Basílio falou sobre as ações da Secretaria para o próximo período e como a juventude da CUT pode se apoderar das ações.

Divaneide afirmou que o governo Dilma pretende manter a agenda de criação de políticas públicas voltadas aos/as jovens. Prova disso é que no Plano Plurianual de 2012 a 2015 sancionado neste ano há um programa específico para a juventude.

Com um planejamento, o Plano definirá metas e diretrizes no período estabelecido. Entre as ações previstas destaca-se o Programa de Autonomia e Emancipação da Juventude, onde se definirá diversas iniciativas visando o acesso dos jovens às políticas públicas.

A representante da SNJ destacou que outras iniciativas também estão previstas no Programa como o enfrentamento da mortalidade da juventude negra, apoio aos gestores estaduais e a construção das Estações Juventude (locais de acesso e articulação das políticas juvenis nos territórios).

17 de abril de 2012

Eleição do Conjuve confirma acerto da unidade entre a CUT e os movimentos sociais

Por Rosana Sousa de Deus, secretária nacional de Juventude da CUT

Dia 12 de abril ocorreu a eleição da sociedade civil para composição do Conselho Nacional de Juventude (Conjuve). A CUT, através de sua Secretaria Nacional de Juventude, confirmou mais uma vez o acerto da opção estratégica da Central em construir a unidade com os movimentos sociais de juventude.

A atuação da Juventude da CUT nos Festivais Latino-Americanos das Juventudes e na 2ª Conferência Nacional de Juventude (ocorridos no ano passado) consolidou a ação unitária dos principais movimentos juvenis do país. A CUT protagonizou a construção de um campo de movimentos.

Aprovamos, na 2ª Conferência, todas as propostas apresentadas por nós. Da aliança entre a juventude trabalhadora e os demais movimentos, surgiu a defesa da democratização da eleição do Conjuve, Propomos um método eleitoral que combatesse a fragmentação dos movimentos e que fortalecesse a participação de organizações nacionais, enraizadas politicamente nas diversas regiões do país. O método aprovado permitiu a construção de alianças políticas, conformando um campo de movimentos que possuem grande afinidade sobre o desenvolvimento do país e o papel da juventude – vide a resolução da Conferência (disponível em www.juventude.gov.br).

O contexto atual é de grande afinidade com quem coordenou todos esses processos. À frente da Secretaria Nacional de Juventude do Governo Federal, está a companheira Severine Macedo, que foi membro do Coletivo Nacional de Juventude da CUT. Na presidência do Conjuve, está o companheiro Gabriel Medina, do Fórum Nacional de Movimentos e Organizações Juvenis, rede que conta com a participação da CUT, São aliados fundamentais para o sucesso de uma política nacional de juventude construída com grande participação.

A nova composição do conselho é, portanto, consequência vitoriosa do campo que a CUT empenhou-se em construir na 2ª Conferência Nacional de Juventude. Prova disso é que a composição eleita do Conjuve é composta pelos movimentos que historicamente constroem política de juventude mas é muito mais representativo, particularmente, da diversidade da juventude brasileira: trabalhadores/as do campo, quilombolas, indígenas, militantes de pastorais e de religiões de matriz africana, e uma maior diversidade de redes e entidades de apoio.

A CUT saiu ainda mais fortalecida desta eleição. Somos a única Central Sindical com cadeira cheia (titularidade e suplência), além de elegermos entidades que compõem o Coletivo Nacional de Juventude da CUT: CNTE, CONTAG e FETRAF. Somada à vitória efetiva destas, o número expressivo de entidades CUTistas habilitadas ao conselho (CNTE, CONTAC e CONFETAM), demonstra o acerto da política da nossa Central em incentivar e fortalecer a organização de juventude nos ramos.

O novo Conjuve terá maior capacidade política de pressionar o governo a implementar as resoluções da 2ª Conferência Nacional de Juventude, pois é formado por aquelas organizações que, com elevado grau de unidade, elaboraram e garantiram a aprovação destas. Isso será fundamental para avançar em direitos para toda juventude, e em especial para implementação da Agenda Nacional de Trabalho Decente para Juventude.

O Conjuve consolida-se como importante espaço de participação democrática da juventude brasileira. A responsabilidade da sua nova composição é ir adiante do que foi construído até agora. Continuar e avançar na unidade dos movimentos juvenis é uma tarefa que deve orientar a luta por um Brasil com desenvolvimento sustentável, participação popular, distribuição de renda e valorização do trabalho.

Com a certeza de que, quando a política é acertada, o resultado é muito positivo, convocamos toda a juventude trabalhadora a este grande desafio!

3 de abril de 2012

CNM/CUT presente na cerimônia de instalação dos Conselhos de Competitividade Setoriais do PBM

A CNM/CUT participará de cinco Conselhos de Competitividade Setoriais, que são: Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC)/Complexo Eletroeletrônico; Defesa, Aeronáutico e Espacial; Automobilístico; Bens de Capital e Metalurgia.

Saiba mais sobre as novas medidas do Plano Brasil Maior no Portal da CNM/CUT, clicando aqui.